
A administração Trump está a pressionar a Qualcomm e outros gigantes do setor tecnológico para acelerar o desenvolvimento do 6G. O objetivo é ambicioso: ter equipamentos comerciais prontos a funcionar nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, garantindo que os Estados Unidos não percam a liderança na corrida pelas redes móveis de próxima geração.
Segundo informações partilhadas pela Politico, o governo norte-americano está a acompanhar de perto o calendário de implementação da nova tecnologia. Nate Tibbit, vice-presidente da Qualcomm, revelou que a Casa Branca insiste na meta de 2029 para a disponibilidade total da rede, mas exige resultados práticos e dispositivos funcionais já para o grande evento olímpico de Verão, daqui a dois anos.
O desafio olímpico da Qualcomm
Atualmente, os utilizadores começam a ver os primeiros passos do 5G-Advanced, também conhecido como 5.5G, que promete velocidades de até 10 Gbps. No entanto, a pressa do governo pode colidir com os prazos técnicos da indústria. O padrão oficial para o 6G apenas deverá ser discutido em 2028, e a sua finalização costuma demorar vários meses adicionais, o que torna a entrega de três dispositivos comerciais para os Jogos Olímpicos um verdadeiro "atletismo" tecnológico.
Para que este plano avance, as empresas necessitam de uma base regulatória sólida e de infraestruturas que permitam colocar as rodas do 6G em movimento. A Qualcomm defende, inclusive, uma abordagem diferente das gerações anteriores: em vez de aproveitar o núcleo das redes atuais, a empresa sugere uma infraestrutura totalmente nova e mais leve para garantir que as promessas de latência mínima sejam cumpridas.
Velocidades de terabit e inteligência artificial
Enquanto o 5.5G se foca na transição para redes independentes e no uso de frequências mais altas, o 6G promete elevar a fasquia para patamares quase inacreditáveis. Espera-se que a latência seja reduzida para apenas um milissegundo, enquanto as velocidades de download poderão atingir a ordem dos terabits por segundo (Tbps) — o equivalente a 1000 Gbps.
Para além da velocidade bruta, esta nova geração terá um foco massivo em inteligência artificial para otimizar o tráfego e a eficiência energética. Resta agora saber se a indústria conseguirá acompanhar o entusiasmo da administração Trump ou se os utilizadores terão de esperar um pouco mais para ter este nível de potência no bolso. Esperemos apenas que o lançamento seja mais concreto do que certas promessas de telemóveis revolucionários que acabaram por nunca chegar às lojas.












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