
A situação na Peloton continua complicada e a empresa prepara-se para mais uma ronda significativa de despedimentos. Nesta sexta-feira, foi confirmado que cerca de 11% da força de trabalho será dispensada, com o impacto a fazer-se sentir maioritariamente nas equipas de desenvolvimento tecnológico.
Segundo avança a Bloomberg, os cortes visam especificamente os "engenheiros que trabalham em tecnologia e esforços relacionados com a vertente empresarial". Esta medida surge como parte de um esforço contínuo para equilibrar as contas da empresa, que tem lutado para manter o ímpeto ganho durante os anos da pandemia.
Engenheiros na mira da reestruturação
Este não é o primeiro sinal de alerta recente. Ainda em agosto passado, a Peloton já tinha reduzido o seu pessoal em 6%, informando na altura os investidores de que os despedimentos iriam continuar globalmente em 2026. O objetivo declarado é ambicioso: cortar pelo menos 100 milhões de dólares em despesas anuais até ao final do presente ano fiscal.
A empresa tem tentado estancar a queda nas vendas através de uma mudança de estratégia, focada em revitalizar a sua oferta de hardware. Em outubro passado, a marca estreou a "Cross Training Series", que inclui novas versões da Bike, Bike Plus, Tread, Tread Plus e Row Plus. Estes equipamentos chegaram ao mercado com a promessa de uma experiência renovada, mas os resultados parecem não estar a corresponder às expectativas.
Aposta na IA ainda não convenceu
A grande esperança da Peloton residia na integração de funcionalidades avançadas, impulsionadas pelo sistema Peloton IQ. A promessa era trazer para os utilizadores feedback sobre a postura em tempo real, análises detalhadas dos treinos e rotinas geradas por IA. No entanto, a receção do mercado tem sido morna.
Apesar do aumento nos preços das subscrições e da introdução destas novidades tecnológicas, as vendas continuam numa espiral descendente. Os relatórios indicam que a saída inicial destes equipamentos equipados com inteligência artificial tem sido lenta, sugerindo que os consumidores não estão a aderir à nova visão da empresa com a rapidez necessária para evitar estes cortes drásticos na equipa de engenharia.












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