
Fevereiro de 2026 arrancou a todo o gás para os fãs da tecnologia, com os rumores sobre o tão aguardado dobrável de Cupertino a ganharem uma nova dimensão. Depois de surgirem relatos sobre uma capacidade energética nunca antes vista num smartphone da marca, novas informações detalham alterações drásticas no design e na construção do equipamento. Segundo avança o 9to5Mac, que cita o leaker Instant Digital, a gigante tecnológica prepara-se para desafiar a memória muscular dos utilizadores em prol da engenharia.
A Apple parece estar disposta a romper com tradições de design de longa data para garantir que o seu primeiro dobrável não só compete, mas lidera no que toca à autonomia.
Uma revolução nos botões e o fim do Face ID
A mudança visual mais impactante — e que certamente vai dividir opiniões — está na reorganização dos botões físicos. De acordo com as informações divulgadas, o iPhone Fold não terá qualquer botão no lado esquerdo do chassis. Em vez disso, os controlos de volume serão movidos para o canto superior direito do dispositivo, numa disposição que recorda o iPad mini, mas que é inédita num iPhone.
A justificação para esta "dança" de componentes é puramente técnica: a motherboard ficará alojada no lado direito do equipamento. Para evitar passar cablagem complexa através da dobradiça para o lado esquerdo, a marca optou por concentrar toda a eletrónica de controlo num único lado. Esta decisão liberta totalmente a metade esquerda do dispositivo para ser ocupada quase exclusivamente pela bateria.
Esta escolha de design traz outra consequência de peso: o abandono do Face ID e da Dynamic Island. O novo dobrável deverá adotar um sensor de impressões digitais Touch ID integrado no botão de energia lateral (também à direita) e uma câmara frontal alojada num simples furo no ecrã (punch-hole). Esta solução, embora menos sofisticada que o reconhecimento facial 3D, permite um aproveitamento de ecrã superior e uma construção mais fina.
Bateria colossal e câmaras na horizontal
O grande beneficiário desta reorganização interna é a autonomia. Os dados apontam para a inclusão de uma célula de energia com capacidade entre os 5.400 mAh e os 5.800 mAh. Se estes valores se confirmarem, o iPhone Fold terá a maior bateria alguma vez colocada num telemóvel da marca, superando até os modelos "Max" e "Ultra" convencionais.
Na traseira, a estética também foge ao padrão estabelecido. As câmeras duplas deverão estar dispostas horizontalmente, acompanhadas pelo flash e microfone, num módulo que, curiosamente, terá uma base totalmente preta, independentemente da cor do chassis do telemóvel. Por falar em cores, apenas o branco está confirmado até ao momento, embora seja expectável o lançamento de uma variante em preto.
As especificações técnicas sugeridas incluem um ecrã interno de 7,58 polegadas e um painel externo de 5,25 polegadas, ambos alimentados pelo processador Apple A20 Pro. As dimensões quando fechado apontam para 120,6 x 83,8 x 9,6 mm, o que sugere um dispositivo surpreendentemente compacto para a capacidade de bateria que promete entregar.












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