
Já passou mais de uma semana desde que a tempestade Kristin varreu o território nacional, deixando um rasto de destruição que ainda se faz sentir. Para milhares de portugueses, o regresso à normalidade continua adiado, com a falta de eletricidade e de comunicações a isolar populações inteiras. Perante este cenário crítico, o regulador das telecomunicações decidiu intervir com uma medida de força maior.
Roaming nacional para garantir conetividade
A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) emitiu uma diretiva clara às operadoras móveis nacionais: devem ativar o serviço de roaming entre si nas zonas afetadas. Esta medida, descrita como excecional e temporária, visa contornar os graves danos infraestruturais que mantêm muitas localidades incontactáveis.
Na prática, isto significa que um cliente de uma operadora cuja rede esteja em baixo poderá ligar-se automaticamente às antenas de uma operadora rival que esteja funcional naquela área. Segundo informações avançadas pela SIC Notícias, o regulador entende que esta partilha de recursos é a única forma de garantir que os utilizadores não ficam desprovidos de serviços essenciais de voz e dados enquanto as reparações decorrem.
Pressão adicional sobre a MEO e infraestruturas
Para além da abertura das redes ao roaming nacional, a Anacom direcionou um pedido específico à MEO. O regulador exige que a operadora agilize os seus prazos de resposta e simplifique os procedimentos burocráticos relacionados com a instalação de cabos em condutas e postes. O objetivo é acelerar a reconstrução das linhas de comunicação destruídas pela queda de árvores e pelas rajadas de vento.
A urgência desta medida prende-se com os números ainda preocupantes no terreno: dezenas de milhares de habitações continuam sem abastecimento elétrico e muitas outras permanecem sem qualquer tipo de serviço de comunicações móveis ou fixas, mais de oito dias após a passagem da depressão.












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