
Numa altura em que o mercado tecnológico atravessa uma fase de incerteza devido à escassez e ao aumento dos custos da memória RAM e do armazenamento, os consumidores portugueses têm razões para respirar de alívio. Depois de a Nintendo ter acalmado os ânimos, é agora a vez da gigante japonesa garantir que não tenciona aumentar os preços das suas consolas durante o ano de 2026.
A confirmação chega num momento crucial, contrariando os receios de que a inflação nos componentes pudesse disparar o valor de venda ao público do hardware de entretenimento. Segundo os dados mais recentes, a marca já enviou para as lojas 92,2 milhões de unidades da consola desde o seu lançamento, mantendo um ritmo de vendas sólido.
Estabilidade garantida para 2026
A posição da empresa foi clarificada durante a apresentação dos resultados fiscais referentes ao terceiro trimestre de 2025. O documento oficial, partilhado pela Sony, revela que a estratégia passa por absorver o impacto atual para manter a competitividade no mercado.
Lin Tao, o diretor financeiro da empresa, abordou diretamente a chamada "crise das memórias", que tem sido apontada por vários analistas como o principal motor para potenciais subidas de preços na eletrónica de consumo. O executivo foi perentório ao afirmar que a empresa se precaveu atempadamente, garantindo o stock necessário de componentes para cobrir a procura durante todo o próximo ano fiscal.
Isto significa que tanto a versão base da consola como a mais recente e potente PlayStation 5 Pro deverão manter os seus preços atuais nas prateleiras nacionais ao longo deste ano. Esta é uma estratégia de estabilização importante, especialmente depois de, em agosto do ano passado, a empresa ter realizado um ajuste de preços em alguns territórios internacionais.
Stocks assegurados contra a crise
Um dos pontos mais críticos para os jogadores é a disponibilidade de stock, especialmente em épocas de forte procura. A gestão da empresa assegurou que, no que toca ao fornecimento de memória, já se encontra numa posição confortável que permite garantir os volumes mínimos necessários para gerir a importante temporada de vendas do final do ano.
O objetivo declarado é intensificar as negociações com diversos fornecedores para assegurar que não existam ruturas de stock ou desvios de preço que afetem o consumidor final. No entanto, o cenário a longo prazo exige cautela. Embora 2026 pareça ser um ano de "águas calmas" no que toca ao preço da consola, a empresa deixa a porta entreaberta para o futuro. Se as negociações com os fornecedores de componentes não correrem como esperado, os custos de produção a partir de 2027 poderão sofrer alterações, o que poderá vir a pressionar o mercado numa fase de transição para futuras gerações de hardware.
Por agora, a mensagem é de tranquilidade: a crise dos componentes não deverá estragar os planos de quem pretende adquirir uma consola de nova geração nos próximos meses.










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