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Windows com RAM

A Microsoft parece estar decidida a reposicionar a sua linha de computadores com inteligência artificial. Inicialmente promovidos pelas suas capacidades de processamento neural (NPU) e funcionalidades de IA, os Copilot+ PCs ganham agora um novo rótulo: máquinas de jogo capazes de rivalizar com as montagens personalizadas. Numa nova campanha de marketing que está a dar que falar, a gigante tecnológica argumenta que estes dispositivos são a escolha inteligente para quem quer jogar sem complicações, sugerindo ainda novos requisitos de memória que podem pesar na carteira.

Construir um PC é uma "dor de cabeça", diz a gigante

Durante anos, a comunidade de entusiastas defendeu a construção do próprio computador como a via sagrada para obter o melhor desempenho pelo menor preço. No entanto, a Microsoft está agora a tentar desconstruir essa ideia. A empresa argumenta que o processo de escolher e compatibilizar componentes é uma verdadeira "dor de cabeça" para o utilizador comum.

A solução apresentada é, previsivelmente, a aquisição de um Copilot+ PC. Segundo a narrativa da marca, estes equipamentos chegam ao mercado já pré-configurados e otimizados, não apenas para tarefas de produtividade, mas com designs térmicos especificamente ajustados para lidar com cargas de trabalho intensas, como os videojogos. A promessa é a de uma experiência "chave na mão", onde o utilizador pode saltar a fase de montagem e entrar diretamente na ação.

Esta mudança de estratégia reflete uma tentativa da Microsoft de alargar o apelo destes dispositivos, que até agora eram vistos maioritariamente como ferramentas de trabalho focadas em IA. Ao sugerir que a otimização de fábrica supera a personalização do utilizador, a empresa toca num ponto sensível da cultura de PC gaming.

A batalha das especificações e o "esquecimento" do M5

Para sustentar estas afirmações, a empresa divulgou recomendações de hardware para 2026 que estão a gerar algum debate. Enquanto 16 GB de RAM são apontados como suficientes para a maioria dos títulos, a empresa sublinha que os "jogadores sérios" devem apontar para os 32 GB de memória. Esta recomendação surge numa altura particularmente delicada, coincidindo com uma subida nos preços das memórias, o que torna o "upgrade" mais dispendioso para o consumidor final.

No que toca ao desempenho bruto, a campanha de marketing não se coíbe de fazer comparações ousadas. A empresa afirma que os novos Copilot+ PCs são mais rápidos do que o MacBook Air com chip M4 e até cinco vezes mais velozes do que um dispositivo Windows com cinco anos. Contudo, as comparações parecem ser cirúrgicas: não há qualquer menção ao desempenho face aos modelos M4 Max ou aos mais recentes chips M5 da Apple, deixando no ar como é que estes PCs se comportam contra a concorrência de topo atual.

De acordo com documentos visualizados pelo Windows Latest, a lista de especificações recomendadas inclui processadores como o AMD Ryzen 5 5600 ou Intel Core i5-12400 e gráficas equivalentes à GTX 1660 Super ou Radeon RX 6600. Embora sejam componentes competentes para jogos de entrada e média gama, resta saber se a etiqueta "Copilot+" será suficiente para convencer os jogadores a abandonarem a liberdade de escolha das suas próprias configurações.

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