
A ambição da criadora do ChatGPT em lançar o seu próprio hardware não é propriamente uma novidade, mas os detalhes sobre o que está para vir começam agora a ganhar uma forma mais definida. Ao que tudo indica, a empresa liderada por Sam Altman colocou de parte ideias anteriores para se focar num produto que todos conhecemos bem: uns auriculares inteligentes alimentados por inteligência artificial.
Segundo informações avançadas pelo portal ITHome, que cita fontes da rede social chinesa Weibo, este novo dispositivo tem o nome de código "Dime". Embora as especificações técnicas completas ainda estejam no segredo dos deuses, a mudança de direção no design sugere uma abordagem mais prática para levar os assistentes de voz diretamente para os ouvidos dos utilizadores.
De um pingente para o áudio pessoal
Durante muito tempo, os rumores apontavam para formatos diferentes. Falava-se que a OpenAI estaria a trabalhar numa caneta inteligente ou num pequeno dispositivo tipo pendente, semelhante ao que outras startups tentaram lançar recentemente. No entanto, a estratégia parece ter evoluído para um projeto potencialmente mais simples e com maior aceitação de mercado, integrando a sua tecnologia avançada num formato de áudio vestível.
Esta simplificação não significa que o produto seja básico. A integração profunda com os modelos de linguagem da empresa promete transformar a forma como interagimos com a tecnologia em movimento, sem a necessidade de olhar para um ecrã.
Crise das memórias afeta o desenvolvimento
Apesar do entusiasmo, o projeto "Dime" enfrenta desafios logísticos importantes. O desenvolvimento tem sofrido com a atual conjuntura do mercado de hardware, especificamente devido aos custos elevados e à escassez de componentes. A crise que afeta a memória RAM e a alta procura por chips de memória HBM, impulsionada pela explosão da IA generativa, obrigou a empresa a moderar o ritmo de desenvolvimento.
Ainda assim, os planos para 2026 mantêm-se. A expectativa é que estes auriculares sejam apresentados oficialmente no final deste ano, momento em que a pressão sobre a cadeia de fornecimento de componentes poderá aliviar, permitindo à OpenAI colocar o seu primeiro grande produto físico nas mãos — e nos ouvidos — dos consumidores.










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