
Depois de vários avanços e recuos, parece que é desta que a gigante chinesa aterra industrialmente no nosso continente. A Chery confirmou que vai dar início à produção dos seus veículos na Europa "assim que possível", ainda durante o ano de 2026. A confirmação foi dada por Zhu Shaodong, o responsável máximo da marca para a União Europeia, em declarações à Reuters.
Os planos iniciais apontavam para 2024, mas questões comerciais e as complexas tarifas impostas por Bruxelas aos elétricos vindos da China acabaram por adiar o processo. Agora, a marca está focada em recuperar o tempo perdido e estabelecer a sua base operacional.
O renascer de uma fábrica histórica
A escolha da localização não foi ao acaso e traz uma carga simbólica para a indústria automóvel da região. A Chery vai instalar-se em Barcelona, ocupando as antigas instalações da Nissan, onde anteriormente era produzida a pick-up Navara. Esta operação resulta de uma joint-venture com a EBRO, uma marca histórica espanhola que regressou ao mercado em 2024.
Esta parceria estratégica prevê que a unidade industrial atinja uma capacidade de produção anual de até 150 mil veículos até 2029. Para a Europa, isto significa não só a manutenção de postos de trabalho numa infraestrutura vital, como também uma nova porta de entrada para veículos mais acessíveis produzidos localmente.
Omoda 5 lidera a ofensiva
O primeiro modelo a sair das linhas de montagem em Barcelona será o SUV Omoda 5. A estratégia da marca passa por produzir tanto a versão totalmente elétrica como a variante com motor de combustão, oferecendo flexibilidade num mercado que ainda hesita na transição total. Posteriormente, está prevista a adição do Jaecoo 7 ao portefólio de produção local.
Um detalhe interessante revelado por Zhu Shaodong é que esta fábrica não servirá apenas o mercado europeu. Parte da produção será destinada à exportação para a América Latina, transformando Barcelona num hub global para a marca. O sucesso da Chery tem sido notável, com o grupo a vender mais de 120 mil unidades no velho continente em 2025, apoiado sobretudo nas versões híbridas e a gasolina que, ao contrário do carro elétrico puro, têm preços mais competitivos face às propostas europeias tradicionais.










Nenhum comentário
Seja o primeiro!