
As condições atmosféricas em Portugal estão a mudar e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um aviso importante para quem precisa de pegar no carro. A formação de nevoeiro intenso em várias regiões do país está a criar desafios significativos à visibilidade, transformando trajetos habituais em percursos potencialmente perigosos.
Visibilidade reduzida exige "modo de segurança" manual
Embora muitos veículos modernos venham equipados com sensores avançados e radares, o risco de acidente aumenta exponencialmente quando o condutor perde a referência visual da estrada. O fenómeno atmosférico tende a ser particularmente denso durante as primeiras horas da manhã, dissipando-se gradualmente, mas pode persistir teimosamente em zonas de vales e no litoral.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) reforça que a tecnologia não substitui a prudência. A principal regra é a antecipação: num cenário de "cortina branca", o tempo de reação a um obstáculo reduz-se drasticamente, exigindo uma adaptação imediata do estilo de condução às condições da via.
As regras de ouro da Proteção Civil
Para garantir que chegas ao teu destino em segurança, as autoridades compilaram um conjunto de práticas essenciais que funcionam como um guia de sobrevivência no asfalto. A primeira medida é óbvia, mas muitas vezes ignorada: reduzir a velocidade e aumentar a distância de segurança para o veículo da frente, criando uma margem de manobra vital em caso de travagem inesperada.
A gestão das luzes é outro ponto crítico e onde muitos condutores falham. Deves utilizar os médios ou, se o teu carro tiver, os faróis de nevoeiro. É crucial evitar o uso dos máximos; ao contrário do que o instinto pode ditar, a luz intensa dos máximos reflete-se nas gotículas de água do nevoeiro, criando um "muro branco" que piora a visibilidade em vez de a melhorar.
Além disso, é fundamental evitar travagens bruscas e garantir que o hardware do carro está à altura: mantém os vidros limpos e confirma que o sistema de limpa-para-brisas está operacional. Se a visibilidade for nula, a recomendação final, conforme partilhado pelo IPMA, é a mais segura de todas: considera adiar a viagem até que o tempo levante.












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