
A PlayStation 6 está a começar a ganhar os seus primeiros contornos técnicos, e a Sony parece decidida a não deixar que o custo da nova consola saia do controlo. De acordo com fugas de informação partilhadas pelo insider KeplerL2, a próxima máquina da gigante japonesa não deverá adotar a arquitetura RDNA 5 completa da AMD. Em vez disso, a fabricante estará a preparar uma abordagem híbrida, combinando novos recursos com tecnologias de gerações anteriores para garantir a viabilidade económica do projeto.
Esta decisão estratégica surge num momento em que o mercado de hardware enfrenta desafios significativos. Com o crescimento da IA a absorver grande parte da capacidade de produção, os custos de componentes vitais, como chips gráficos, unidades SSD e memória, continuam a subir. Para entregar um sistema que utilize um processador Zen 6 e até 30 GB de RAM sem atingir preços proibitivos, a Sony terá de repetir a fórmula que já aplicou na PlayStation atual, onde misturou diferentes bases de arquitetura para otimizar o resultado.
Um compromisso necessário na arquitetura gráfica
A ideia de não utilizar o conjunto total de funcionalidades da RDNA 5 pode parecer um retrocesso para os entusiastas da fidelidade visual extrema, mas trata-se de um "mal necessário". Ao selecionar apenas as partes mais eficientes da nova arquitetura e fundi-las com soluções testadas, a Sony consegue manter o foco no custo-benefício. Este equilíbrio é fundamental para que a consola chegue às salas de estar sem uma etiqueta de preço que assuste a maioria das famílias portuguesas.
Historicamente, o sucesso das consolas depende da sua acessibilidade, e a marca sabe que o desempenho bruto não serve de muito se o hardware for demasiado caro para produzir em massa. Ao adotar este design híbrido, a empresa garante margens de lucro saudáveis sem sacrificar os saltos tecnológicos que os jogadores esperam de uma nova geração.
O desafio dos custos e a concorrência com o PC
O posicionamento da Sony torna-se ainda mais relevante quando olhamos para os rumores sobre o futuro da Microsoft. Existem indicações de que o próximo Xbox poderá funcionar quase como um computador de jogos disfarçado, o que poderia empurrar o seu preço para cima dos 1000 dólares (aproximadamente 930 euros). Num cenário destes, a Sony tem a oportunidade de captar o público que procura potência, mas que não está disposto a gastar o valor de um portátil de gama média numa consola.
Com o lançamento previsto apenas para 2028, ainda há tempo para que o mercado de componentes estabilize, mas a direção parece estar traçada. A prioridade é clara: oferecer uma evolução real sobre a geração anterior sem que os utilizadores tenham de pedir um crédito para jogar os novos exclusivos. Todos estes detalhes técnicos e estratégicos foram avançados pelo portal Notebookcheck.












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