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Hacker em frente de computadores

As autoridades policiais africanas, numa ação conjunta, detiveram 651 suspeitos e recuperaram mais de 4 milhões de euros (cerca de 4,3 milhões de dólares) numa operação focada no combate a fraudes com investimentos, esquemas de pagamentos móveis e pedidos de empréstimos falsos.

O impacto da Operação Red Card 2.0

Denominada Operação Red Card 2.0, a iniciativa decorreu entre 8 de dezembro e 30 de janeiro. Durante este período, foram identificadas 1247 vítimas de esquemas cibernéticos que resultaram em perdas financeiras superiores a 41,6 milhões de euros (cerca de 45 milhões de dólares).

A ação mobilizou as forças de segurança de 16 países e foi coordenada pela Operação Conjunta Africana contra o Cibercrime (AFJOC). Para além das detenções, as autoridades apreenderam 2341 equipamentos e desativaram 1442 servidores, domínios e sites maliciosos.

Redes desmanteladas na Nigéria, Quénia e Costa do Marfim

Na Nigéria, a polícia desmantelou uma rede de fraude de investimentos que recrutava jovens para executar esquemas de phishing, roubo de identidade e falsos investimentos. Esta intervenção resultou na eliminação de mais de mil contas fraudulentas nas redes sociais. No mesmo país, foram detidos seis membros de um grupo de cibercrime que utilizou credenciais roubadas de funcionários para invadir uma grande operadora de telecomunicações.

No Quénia, as investigações levaram à detenção de 27 suspeitos envolvidos em redes de fraude que utilizavam plataformas de mensagens para atrair vítimas para esquemas de falsos investimentos.

Já na Costa do Marfim, 58 pessoas foram detidas no âmbito de uma repressão a apps predatórias de empréstimos móveis, que almejavam as vítimas com taxas ocultas e práticas abusivas de cobrança de dívidas.

Neal Jetton, diretor da Direção de Cibercrime da Interpol, sublinhou que estes grupos organizados causam danos financeiros e psicológicos devastadores a indivíduos e empresas através das suas falsas promessas. O responsável destacou ainda a importância da colaboração no combate ao cibercrime transnacional, apelando a que todas as vítimas procurem a ajuda das autoridades, conforme detalhado na página oficial da Interpol.

Há um ano, a primeira fase desta operação liderada pela Interpol já tinha resultado na detenção de 306 suspeitos. Esta é apenas a mais recente iniciativa direcionada ao cibercrime no continente africano, seguindo os passos de ações anteriores como a Operação Serengeti e a Operação Africa Cyber Surge.

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