
A entrada no novo ano não trouxe as melhores notícias para a empresa de Elon Musk no Velho Continente. De acordo com os dados mais recentes da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), a Tesla registou apenas 8.075 veículos na União Europeia, países da EFTA e Reino Unido durante o mês de janeiro de 2026. Este valor representa uma descida acentuada de 17% em comparação com o mesmo período do ano passado, um cenário que contrasta fortemente com o resto do setor.
Esta quebra é vista com particular preocupação, uma vez que janeiro de 2025 já tinha sido considerado um mês fraco para a marca, devido à transição de produção para a versão renovada do Model Y. Agora, com a produção totalmente estabilizada e o novo modelo amplamente disponível, a redução de volume sugere desafios que vão além de meras questões de calendário ou logística.
Crescimento elétrico ignora dificuldades da marca americana
Enquanto a marca norte-americana enfrenta dificuldades para manter o ritmo, o mercado global de veículos elétricos a bateria (BEV) continua a mostrar sinais de vitalidade. Em janeiro de 2026, foram matriculados 189.062 automóveis elétricos na região europeia, o que equivale a um aumento de 13,9% face ao ano anterior. Se removermos os números da fabricante de Austin desta equação, o crescimento do mercado teria sido ainda mais expressivo, atingindo os 15,9%.
Países como a França, com uma subida de 52,1%, a Alemanha, com 23,8%, e a Dinamarca, com 52,7%, foram os grandes motores deste avanço. Em termos de quota de mercado na União Europeia, os elétricos representam agora 19,3%, um salto considerável face aos 14,9% registados há doze meses. Estes indicadores mostram que o interesse dos consumidores pelos veículos sem emissões continua a aumentar, apesar de a líder histórica estar a perder terreno.
BYD ultrapassa e dobra volume de vendas da Tesla
Um dos pontos mais surpreendentes deste relatório é a ascensão meteórica das fabricantes chinesas. A BYD, por exemplo, registou 18.242 veículos no primeiro mês do ano, o que representa um crescimento de 165% em termos homólogos. Com estes números, a gigante chinesa conseguiu mais do que dobrar o volume de vendas da marca liderada por Musk na região, garantindo uma quota de 1,9% contra os 0,8% da rival americana.
A queda da marca é mais evidente nos mercados da EFTA, especialmente na Noruega, onde as matrículas totais de novos automóveis tombaram mais de 76% após o fim das isenções fiscais. Historicamente dominante neste país, a empresa sentiu o impacto de forma desproporcional. Ao mesmo tempo, o mercado europeu de combustíveis tradicionais continua a definhar, com a gasolina a cair 28,2% e o diesel a recuar 22,3%, conforme avança o site Electrek. Pelo contrário, os híbridos plug-in cresceram 32,2%, provando que a eletrificação, sob várias formas, é o caminho inevitável para os condutores europeus.












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