
A poucas horas de ser conhecida a nova geração de topos de gama, a fabricante sul-coreana regista um resultado expressivo no mercado. A linha Samsung Galaxy S25 ultrapassou as vendas da série S24 em 5%, segundo as informações divulgadas pela Counterpoint Research.
Este desempenho evidencia a força da marca no segmento premium, num setor cada vez mais concorrido e com poucas inovações de grande relevo. Apesar de um arranque mais contido, o volume de vendas acumulado entre os meses de fevereiro e dezembro de 2025 demonstra uma recuperação sólida dos equipamentos mais recentes da empresa.
O impacto do modelo Ultra e a convivência com os dobráveis
Um dos indicadores mais relevantes é o crescimento de 7% registado especificamente pelo modelo Ultra, em comparação com o seu antecessor. Este equipamento alcançou picos de vendas em julho e outubro, um período que coincidiu com a chegada da nova geração de telemóveis dobráveis da família Galaxy Z.
Estes números indicam que os modelos tradicionais de topo e as variantes dobráveis conseguem coexistir sem canibalização significativa. O panorama global também foi favorável, com o mercado de smartphones a crescer 3% em 2025, impulsionado sobretudo pela procura por dispositivos premium.

Os desafios no fornecimento e a aposta no software para 2026
Apesar dos bons resultados, a crise no fornecimento de chips de memória pode ter impacto ao longo de 2026, exercendo pressão sobre os custos de produção e afetando, numa primeira fase, os telemóveis mais acessíveis. A estratégia da marca deve manter-se focada nos modelos superiores, recorrendo a campanhas agressivas de lançamento e condições facilitadas em mercados estratégicos.
Para a futura linha S26, o desafio adivinha-se maior. Além dos possíveis aumentos de preço associados à escassez de componentes DRAM e NAND, as alterações ao nível do hardware tendem a ser mais discretas. A aposta central da empresa recai sobre o reforço do software, com otimizações no assistente Bixby e a integração com soluções de inteligência artificial generativa, como é o caso do Perplexity.
Até ao momento, os recursos baseados em inteligência artificial ainda não se assumem como um fator decisivo de compra para a grande maioria dos consumidores. Resta aguardar para perceber qual será a aceitação desta nova geração no mercado mobile.












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