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A DIGI continua a somar esforços em conjunto com o Metropolitano de Lisboa para colocar um ponto final nas falhas de cobertura de rede móvel durante as viagens nos túneis. Segundo as informações avançadas pelo Jornal de Negócios, a operadora romena apresentou uma proposta para implementar uma solução provisória durante uma reunião realizada a 23 de janeiro de 2026, com o objetivo de assegurar uma conectividade estável aos passageiros.

Neste momento, o sinal da empresa já chega a cerca de 20 estações da rede do metro, fruto de um processo de expansão que ganhou velocidade nos últimos meses.

O estado atual da cobertura nas diferentes linhas

No que diz respeito à distribuição do sinal, a Linha Vermelha encontra-se totalmente coberta, um marco alcançado no último trimestre de 2025. A Linha Amarela seguiu o mesmo caminho e conseguiu atingir a cobertura total nas últimas semanas.

Para os passageiros que circulam nas restantes vias, nomeadamente a Linha Verde e a Linha Azul, o plano de expansão traçado pelas entidades envolvidas estipula que a implementação decorra ao longo do ano de 2026.

O peso do acordo histórico e os próximos passos

A lentidão na chegada do sinal a todas as estações não é uma responsabilidade direta da operadora romena. A principal barreira reside num acordo assinado em 2005 entre o Metro de Lisboa e as operadoras históricas MEO, Vodafone e NOS.

Este contrato dita as regras para a partilha das infraestruturas de comunicações eletrónicas com novos operadores licenciados. A MEO, que assume o papel de interlocutora neste processo, indicou de forma inicial que a entrada de novos serviços poderia obrigar à construção de uma infraestrutura de suporte inteiramente nova. Esta exigência traz consigo uma carga considerável de burocracia e a necessidade de realizar vários estudos de viabilidade.

Para contornar estes obstáculos, a solução provisória entregue pela empresa está a ser avaliada de forma rigorosa pelos técnicos do metropolitano. A análise concentra-se em três pilares fundamentais: a garantia da segurança dos passageiros e das próprias instalações, a viabilidade física para instalar os novos equipamentos e a certeza de um fornecimento energético dedicado capaz de suportar a nova rede.

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