
A Amazon confirmou que três dos seus centros de dados associados aos serviços web nos Emirados Árabes Unidos e um no Barém sofreram danos significativos na sequência de ataques com drones. Esta situação provocou uma interrupção extensa que continua a afetar dezenas de serviços de computação na nuvem na região do Médio Oriente.
Impacto nas infraestruturas e resposta imediata
Embora a empresa não tenha adiantado detalhes adicionais sobre a origem direta do incidente, a ação surge num contexto de enorme tensão e é provável que faça parte de uma resposta do Irão aos recentes ataques dos Estados Unidos e de Israel ocorridos durante o fim de semana. A gigante tecnológica indicou que as regiões afetadas englobam áreas centrais e do sul no Médio Oriente.
Através de uma atualização na sua página de estado oficial, partilhada durante a madrugada de terça-feira em Portugal, a empresa explicou que o conflito em curso resultou em impactos físicos graves nas suas infraestruturas. Nos Emirados Árabes Unidos, duas instalações sofreram um impacto direto, enquanto no Barém um ataque nas imediações de um centro causou problemas estruturais.
Estes ataques provocaram falhas na entrega de energia e exigiram a intervenção de equipas de combate a incêndios, o que resultou em danos adicionais provocados pela água. A empresa sublinha que está a trabalhar em conjunto com as autoridades locais, colocando a segurança dos seus funcionários como prioridade máxima durante os esforços de recuperação.
Planos de mitigação e alertas de segurança
Neste momento, três zonas de disponibilidade nos Emirados Árabes Unidos permanecem consideravelmente comprometidas, enquanto uma terceira no Barém continua a ser afetada por um problema de energia localizado. Para contornar a situação, as equipas técnicas estão a restaurar o hardware físico e a desenvolver vias de recuperação baseadas em software, que dispensam a reativação total e imediata das instalações afetadas.
A empresa aconselha fortemente os seus clientes a ativarem os respetivos planos de recuperação de desastres. A recomendação principal passa por recorrer a cópias de segurança remotas e direcionar o tráfego das aplicações para regiões não afetadas, como os Estados Unidos, a Europa ou a Ásia-Pacífico, consoante as necessidades de latência de cada serviço.
Paralelamente a estes incidentes físicos, o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido emitiu um aviso para as organizações britânicas, alertando para um risco elevado de ciberataques provenientes de atores iranianos, à medida que o conflito no Médio Oriente se desenrola.












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