
Os serviços de computação na nuvem da Amazon no Médio Oriente enfrentaram graves problemas de energia e conectividade esta segunda-feira. A situação ocorreu após objetos não identificados terem atingido o seu centro de dados nos Emirados Árabes Unidos.
O incidente deflagrou um incêndio no domingo, o que forçou as autoridades a cortar a energia de dois aglomerados de servidores da infraestrutura no país. A recuperação total dos serviços deverá demorar várias horas, de acordo com a página de estado oficial da empresa.
O impacto do ataque na infraestrutura da empresa
As falhas de energia afetaram não apenas as operações nos Emirados Árabes Unidos, mas também no vizinho Barém. A interrupção de mais de uma dúzia de serviços centrais da nuvem teve repercussões diretas em várias instituições financeiras da região. O Abu Dhabi Commercial Bank, por exemplo, relatou a indisponibilidade das suas plataformas e aplicação móvel devido a uma falha informática alargada, embora sem confirmar oficialmente a ligação à AWS. A empresa aconselhou os clientes a realizarem cópias de segurança de dados críticos e a transferirem as operações para servidores noutras regiões.
Embora a origem exata dos objetos não tenha sido identificada pela empresa, o incidente coincidiu com o dia em que o Irão lançou uma forte ofensiva de drones e mísseis contra os Estados do Golfo. A ação surgiu como retaliação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel que resultaram na morte do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei.
O futuro das gigantes tecnológicas na região
A confirmar-se a natureza da ocorrência, este caso marca a primeira vez que um centro de dados de uma gigante tecnológica norte-americana é desativado devido a uma ação militar. O evento levanta questões imediatas sobre o ritmo de expansão tecnológica no Médio Oriente.
Nos últimos meses, as empresas dos Estados Unidos têm vindo a posicionar os Emirados Árabes Unidos como um polo essencial para a computação de inteligência artificial. A Microsoft anunciou em novembro planos para investir 15 mil milhões de dólares no país até 2029, recorrendo a processadores dedicados. Contudo, perante este cenário, especialistas do Center for Strategic and International Studies avisam que as infraestruturas de energia e os centros de dados que suportam a nova era de computação podem tornar-se novos alvos estratégicos em conflitos regionais, conforme avança a Reuters.












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