
A inteligência artificial generativa continua a ditar o ritmo do setor tecnológico, levando as empresas a investir quantias avultadas em infraestruturas e hardware. Embora os Estados Unidos mantenham uma posição de liderança nesta área, a concorrência asiática tem respondido com soluções cada vez mais robustas. A Huawei apresentou agora os seus novos sistemas Atlas 850E SuperPoD, Atlas 950 SuperPoD e TaiShan 950 SuperPoD, criados especificamente para clientes que procuram alto desempenho apoiado num ecossistema de código aberto.
Após as pesadas sanções norte-americanas que limitaram o acesso a chips de última geração e à maquinaria necessária para os produzir, o mercado chinês viu-se forçado a desenvolver as suas próprias alternativas. A empresa ultrapassou os bloqueios impostos e destacou-se no desenvolvimento de aceleradores neurais com tecnologia totalmente local.
Poder de processamento ao mais alto nível
A nova geração de infraestruturas assenta numa arquitetura de aglomerados e SuperPods, utilizando a interligação UnifiedBus para fazer trabalhar centenas ou milhares de aceleradores em simultâneo. No caso do Atlas 950 SuperPoD, a configuração permite interligar até 8192 unidades de processamento neural Ascend 950DT. O uso da tecnologia UnifiedBus assegura uma latência extremamente baixa e uma largura de banda massiva, permitindo que todo o sistema funcione como um único computador lógico, otimizado para tarefas de raciocínio e aprendizagem profunda.
Paralelamente, o TaiShan 950 SuperPoD afirma-se como o primeiro sistema do género focado em computação de propósito geral na indústria. Este colosso é alimentado por processadores Kunpeng que chegam aos 192 núcleos, apoiados na linha de servidores TaiShan 500 e TaiShan 200. O resultado é uma infraestrutura altamente flexível e dimensionável para o mercado empresarial, capaz de se ajustar a diferentes níveis de exigência e complexidade.
A aposta num ecossistema aberto como grande vantagem
O avanço tecnológico da marca tem sido vertiginoso. Recentemente, a empresa lançou o cluster CloudMatrix 384 Atlas 900 A3 SuperPod, que conseguiu oferecer o dobro da potência do equipamento GB200 NVL72 da NVIDIA. Contudo, essa força bruta traduziu-se num desafio de eficiência, já que o sistema chinês consome quase o quádruplo da energia e apresenta um preço na ordem dos 8 milhões de dólares, tornando-o significativamente mais dispendioso do que a solução rival.
Ainda assim, a principal arma destes novos equipamentos é a sua filosofia base. Enquanto o mercado é amplamente dominado por sistemas fechados, as soluções asiáticas apostam num ecossistema de código aberto para cativar os utilizadores a longo prazo. O suporte ativo a projetos como o openEuler e a utilização da arquitetura de computação CANN garantem total compatibilidade com ferramentas de topo, incluindo PyTorch, vLLM, Triton, TileLang e verI, conforme detalhado na publicação da TechPowerUp.












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