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computador alimentado por pilhas AA

Já imaginaste tentar ligar o teu computador de secretária usando apenas as pilhas do comando da televisão? O criador de conteúdos ScuffedBits transformou essa ideia curiosa em realidade, conseguindo manter um sistema totalmente funcional a correr durante mais de meia hora, como revelado num vídeo partilhado no YouTube. Este projeto extremo prova que, com a engenharia certa, até as tradicionais pilhas AA podem alimentar uma máquina de secretária.

A engenharia por trás do desafio elétrico

Esta não foi a primeira tentativa do autor para concretizar a proeza. O design original sofria de quedas de tensão, fios demasiado finos e instabilidade na entrega de energia, obrigando a truques externos apenas para o sistema arrancar e sobrevivendo meros minutos (com apenas dois minutos de autonomia se estivesse ligado a um monitor). Para ultrapassar estes obstáculos, a nova versão reorganizou as baterias em blocos para atingir os 25V, que foram depois reduzidos para 12V estáveis através de reguladores DC-DC. As antigas molas de fixação deram lugar a ligações soldadas, o que reduziu drasticamente a resistência e os bloqueios elétricos no circuito.

No coração da máquina encontra-se um modesto processador Intel Core i3-530, acompanhado por 8 GB de memória RAM e um armazenamento SSD SATA. A escolha de utilizar apenas a placa gráfica integrada no processador foi propositada, uma vez que hardware gráfico dedicado iria drenar a energia de forma quase instantânea. O resultado das alterações foi imediato: o equipamento agora arranca o sistema operativo Windows 10 de forma autónoma, consegue correr testes de esforço como o Cinebench e até permite jogar títulos mais leves como Minecraft ou A Short Hike.

O desempenho das diferentes químicas e a autonomia final

Durante o pico de processamento no Cinebench, o computador atingiu um consumo de 64W, exigindo o máximo do conjunto energético. O teste de resistência terminou com a máquina a desligar-se ao fim de exatos 33 minutos e 19 segundos. O criador aproveitou para analisar o impacto nas diferentes químicas utilizadas nas pilhas para a experiência: carbono, alcalinas e NiMH (Níquel-Hidreto Metálico).

 

Como era de prever, as alternativas de carbono revelaram ser a pior escolha, terminando a ronda com uma tensão bastante fraca, na casa dos 1,14 a 1,19V. As versões alcalinas aguentaram-se surpreendentemente bem nos 1,35V, estando desenhadas para manter consumos baixos constantes. No entanto, as baterias NiMH provaram ser essenciais para sustentar os picos de carga exigidos pelos componentes, graças à sua menor resistência interna, terminando com 1,23V. O próprio autor admitiu que o uso de uma simples bateria de automóvel garantiria facilmente umas três horas de utilização contínua, deixando claro que este projeto não procurou a utilidade prática no dia a dia, mas sim superar um fascinante desafio de construção.

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