
A submarca da Xiaomi decidiu agitar o mercado global de telemóveis com a sua nova linha para 2026. Ignorando a habitual versão base, a fabricante revelou os novos POCO X8 Pro e a sua variante Max, apostando tudo no segmento de gama média com características de autênticos topos de gama. Estes novos equipamentos chegam com processadores de última geração, o renovado HyperOS 3 e uma autonomia que promete redefinir os padrões da indústria.
Potência renovada com a MediaTek
A série aposta as suas fichas no hardware da MediaTek para garantir uma eficiência de excelência. O modelo de entrada da nova gama está equipado com o processador Dimensity 8500-Ultra, fabricado com tecnologia de 4 nm, oferecendo um equilíbrio perfeito entre velocidade e controlo de temperatura.
Para os utilizadores mais exigentes, a versão Max eleva a fasquia ao integrar o poderoso Dimensity 9500s de 3 nm. Este processador conta com um núcleo Cortex-X925 a 3.73 GHz e a gráfica Immortalis-G925 MC11, tornando-se numa verdadeira máquina para jogos e multitarefa pesada. Ambas as versões tiram partido de memória RAM LPDDR5X e armazenamento UFS 4.1, garantindo fluidez máxima no tratamento de ficheiros e aplicações.
Ecrãs brilhantes e baterias colossais
No que diz respeito à visualização, a fabricante mantém a tradição de ecrãs de alta qualidade. A versão base apresenta um painel AMOLED de 6.59 polegadas com resolução 1.5K, enquanto o modelo mais avançado cresce para as 6.83 polegadas. Os dois painéis conseguem atingir os impressionantes 3500 nits de brilho máximo, assegurando uma leitura perfeita mesmo sob a luz direta do sol, e suportam a plataforma de ligação inteligente da marca para criar um ecossistema perfeitamente integrado.
A verdadeira surpresa encontra-se na autonomia. O modelo intermédio abriga uma célula de 6500 mAh, mas é a variante Max que rouba as atenções com uma bateria de carbono-silício de incríveis 8500 mAh. Para alimentar esta capacidade, o carregamento rápido cifra-se nos 100W em ambos os casos. Adicionalmente, existe suporte para carregamento reverso por cabo a 27W, permitindo dar energia a outros aparelhos, como a recente linha do iPhone 17, através de uma atualização de sistema agendada para março de 2026.
Inteligência artificial e foco na fotografia
O software é alimentado pelo sistema operativo baseado no Android 16, trazendo uma forte integração com ferramentas de inteligência artificial como o Google Gemini e a função de circundar para pesquisar. Os utilizadores podem ainda contar com ajudantes virtuais para escrita, reconhecimento de voz e um assistente criativo diretamente integrados.
O departamento fotográfico não foi esquecido, com os dois telemóveis a partilharem um sensor principal de 50 MP com estabilização ótica de imagem. O destaque vai para o sensor Light Fusion 600 presente no modelo mais caro, otimizado para captar uma gama dinâmica superior. O suporte para gravação de vídeo em 4K a 60fps e funcionalidades de seguimento de movimento completam o pacote multimédia.
Preços focados na competitividade
Com esta nova estratégia, a empresa foca-se em entregar uma relação qualidade-preço muito agressiva, eliminando as versões mais simples para alinhar a sua oferta com as tendências mais premium do mercado, sem inflacionar os custos de forma desmedida. Os valores de lançamento convertidos para o mercado europeu prometem dar dores de cabeça à concorrência.
A versão inicial com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento arranca na casa dos 280 euros, passando para cerca de 305 euros na variante de 512 GB, e perto de 335 euros para quem desejar 12 GB de RAM. Já o modelo Max começa nos 445 euros para a configuração de 12 GB e 256 GB de memória, subindo para cerca de 495 euros na versão de 512 GB. Existirá também uma edição especial inspirada no Homem de Ferro, com 12 GB e 512 GB, que partilha o mesmo valor do modelo de topo.












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