
A popular plataforma de streaming ilegal HiAnime viu as suas operações chegar ao fim após uma longa investigação internacional que culminou na detenção de sete pessoas associadas à gestão da rede. Segundo as informações avançadas pelo Torrent Freak, a ação levada a cabo pela polícia de Taiwan contou com o apoio direto dos Estados Unidos e de entidades reguladoras para desmantelar a infraestrutura que contava com milhões de utilizadores em todo o mundo.
Impacto global e audiência massiva
A rede criminosa não operava apenas sob a identidade do HiAnime, sendo também responsável por outros domínios conhecidos na comunidade, tais como o Zoro.to e o Aniwatch. Através desta estratégia de dispersão por múltiplos nomes, os gestores conseguiram escapar às investidas das autoridades durante vários anos, reconstruindo o seu público de forma sistemática sempre que enfrentavam bloqueios.
Os números apurados revelam a escala massiva da atividade ilegal desenvolvida desde 2020:
O grupo geria uma rede composta por mais de 100 sites dedicados à partilha ilegal de conteúdos;
Os servidores alojavam um catálogo superior a 26 mil filmes e séries de animação pirateados;
A atividade gerou receitas publicitárias estimadas em cerca de 12,85 milhões de dólares, o que equivale a mais de 11,8 milhões de euros na conversão direta.
No seu período áureo, entre o final de 2024 e o início de 2025, a plataforma acumulou um volume de acessos superior ao de serviços de streaming legítimos de grande relevância no mercado. Este crescimento exponencial colocou o serviço no radar das autoridades internacionais, levando à sua inclusão nas listas de vigilância de pirataria da Comissão Europeia e do Representante Comercial dos Estados Unidos em março de 2025. Embora o encerramento do domínio original represente um golpe severo nesta rede de pirataria, continuam a surgir vários clones na tentativa de herdar o tráfego gerado pelo ecossistema original.
Cooperação internacional trava atividade ilegal
A derrocada da organização foi impulsionada pela Alliance for Creativity and Entertainment (ACE), uma coligação global que une gigantes do setor tecnológico e do entretenimento, incluindo marcas de peso como a Amazon e a Disney. Este consórcio atuou em estreita colaboração com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para garantir a aplicação das leis de direitos de autor à escala global.
De acordo com os dados partilhados, os indivíduos associados ao esquema são maioritariamente jovens, integrando recém-licenciados na área das tecnologias da informação. Os quatro principais líderes da operação permanecem sob custódia policial, ao passo que os restantes três membros aguardam o desenrolar do processo judicial em regime de prisão domiciliária, estando impedidos de abandonar o território de Taiwan.
As investigações apontam ainda que os lucros substanciais obtidos pelo grupo eram processados através de transações com criptomoedas. Os montantes eram posteriormente utilizados para financiar despesas pessoais de luxo, que incluíam a aquisição de viaturas topo de gama e propriedades imobiliárias de elevado valor, numa tentativa clara de branquear o capital acumulado de forma ilícita.












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