
A plataforma X vai alterar a sua política de partilha de receitas para dar prioridade à interação gerada na região de origem do utilizador. A medida, detalhada por Nikita Bier, diretor de produto da empresa, numa publicação oficial, entra em vigor na quinta-feira, dia 26 de março, e visa desincentivar perfis que fingem ser norte-americanos para lucrar com a atenção em torno de temas políticos.
Foco na relevância local e idioma
De acordo com Nikita Bier, o objetivo principal desta atualização é encorajar a criação de conteúdos que ressoem com as pessoas do mesmo país, de nações vizinhas e que partilhem o mesmo idioma do autor. A alteração surge após a ferramenta de transparência de localização da rede social ter revelado, no final do ano passado, que dezenas de contas populares focadas na política dos Estados Unidos e em publicações de apoio a Donald Trump eram operadas a partir do estrangeiro.
O fim da manipulação de interação
Estes perfis, sediados em países como a Índia, o Quénia e a Nigéria, simulavam pertencer a cidadãos norte-americanos e acumulavam milhões de gostos, visualizações e partilhas na internet. Como os Estados Unidos e o Japão concentram o maior volume de utilizadores da plataforma, captar a atenção destes mercados de forma indevida tornou-se uma estratégia lucrativa que a empresa pretende agora desmantelar.
Quando questionado por um utilizador sobre a dificuldade de gerar rendimentos em países com menor adesão à rede, o diretor de produto sugeriu que os criadores se devem focar em publicações sobre as suas experiências do dia a dia. A empresa clarificou que todos continuam a ser bem-vindos para comentar a atualidade política dos Estados Unidos, mas sublinhou que deixará de enviar dinheiro para o estrangeiro especificamente para monetizar esse tipo de conteúdo.












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