
Para os apreciadores de aventuras épicas que procuram também um refúgio acolhedor, Under The Island apresenta-se como uma proposta irresistível. Conforme demonstrado no recente vídeo de apresentação partilhado no YouTube, a obra convida os jogadores a assumirem o papel de Nia, a mais recente habitante da aparentemente pacata Seashell Island. No entanto, a tranquilidade dura pouco tempo, uma vez que a protagonista se vê rapidamente envolvida na missão de impedir que a ilha se afunde no oceano.
Aventura clássica com mecânicas criativas
A jogabilidade remete de imediato para a era dos 16 bits, lembrando clássicos de ação e aventura em duas dimensões. Em vez da tradicional espada, Nia empunha um taco de hóquei para enfrentar inimigos, ativar interruptores e cortar vegetação na esperança de encontrar moedas ou energia. Ao longo do progresso neste jogo, são desbloqueadas novas armas e habilidades, como bombas para revelar salas secretas ou flores que cospem fogo para queimar obstáculos no caminho.
Apesar da premissa familiar, o título afasta-se das convenções nos momentos de maior tensão. As batalhas com os adversários mais difíceis, por exemplo, primam pela originalidade. O primeiro grande confronto não envolve derrotar um monstro gigante, mas sim ajudar um grupo de criaturas a organizar um concerto. Esta tarefa exige tratar da iluminação, conter os fãs e reparar um elevador, utilizando as mesmas mecânicas de combate mas aplicadas num contexto completamente distinto.
Um mundo descontraído e cheio de humor
Mesmo com o destino do mundo em risco, a atmosfera mantém-se notavelmente serena. O estilo adotado mistura elementos do mundo real com o sobrenatural, resultando num tom divertido e leve. Os adversários vão desde cebolas que usam alho-francês como armas até esquilos que atiram pinhas explosivas. Para recuperar a saúde, Nia pode saborear uma taça de ramen comprada num restaurante a bordo de um balão de ar quente.
A narrativa e os diálogos complementam este universo peculiar, sendo aconselhável interagir com todas as personagens que habitam a ilha. É num destes encontros que a protagonista se cruza com uma banda de esqueletos a cantar sucessos do músico Billy Joel, provando que a produção consegue equilibrar o sentimento de nostalgia com um nível de criatividade cativante.












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