
O YouTube decidiu facilitar a vida aos criadores de conteúdo que estão a dar os primeiros passos na plataforma. A partir desta segunda-feira (30), o serviço de vídeos baixou drasticamente a fasquia para o seu programa de afiliados de compras, permitindo que canais com pelo menos 500 subscritores comecem a faturar comissões através da indicação direta de produtos à sua audiência, segundo confirmou a Google no seu comunicado oficial.
O que muda para os novos criadores
Até agora, este recurso de compras estava estritamente reservado para canais com audiências mais consolidadas, exigindo um mínimo de 5000 subscritores. Com esta alteração, os influenciadores em fase de crescimento ganham uma nova forma de rentabilizar o seu trabalho. Para ter acesso à novidade, o criador necessita apenas de estar vinculado ao YouTube Partner Program (YPP), atingir a nova marca de 500 subscritores e respeitar todas as diretrizes padrão de monetização.
Os participantes aprovados no programa podem marcar produtos de diversas marcas nos seus conteúdos, criando uma experiência de compra contínua e integrada para o espectador, independentemente de estar a assistir no ecrã do telemóvel ou numa Smart TV. Esta marcação de itens fica também libertada para os principais formatos da rede, o que engloba os vídeos a pedido (VOD), os vídeos curtos Shorts e ainda as transmissões ao vivo.
Estratégia de fidelização e outras novidades
De acordo com a Google, a estratégia por trás desta decisão passa não só por permitir que os produtores diversifiquem os seus rendimentos mais cedo, libertando-os da dependência exclusiva das receitas publicitárias tradicionais, mas também por fortalecer a relação com o público. A dinâmica de apresentar recomendações personalizadas ajuda a construir uma maior confiança e fidelidade por parte da comunidade.
Esta expansão do programa de afiliados surge como um complemento a outras mudanças de peso que a plataforma tem vindo a realizar após ter completado 20 anos de existência no ano passado. Entre as adições recentes, destacam-se a chegada de opções para colaborações, a implementação de mais ferramentas de comunidade e uma aposta forte em funcionalidades baseadas em inteligência artificial, como é o caso da sincronização labial para dobragens de vídeos.












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