
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, um ramo das forças armadas do Irão, lançou uma séria ameaça às operações de várias empresas tecnológicas norte-americanas presentes no Médio Oriente. Segundo avançou a CBS News, a organização militar ordenou aos funcionários de 18 grandes empresas que abandonassem imediatamente os seus locais de trabalho para salvar as suas vidas, um aviso de evacuação que se estende também aos residentes que habitam perto destas instalações na região.
O ultimato às gigantes do setor
Na lista de alvos mencionados de forma direta pelo grupo militar encontram-se alguns dos maiores nomes da indústria mundial, incluindo a Apple, a Google, a Meta e a NVIDIA. Para além destas, o aviso engloba ainda a Microsoft, Oracle, Tesla, HP, Intel, Palantir, Boeing, Dell, Cisco e a IBM.
A ameaça tem um prazo específico estipulado. A força militar alertou que começará a atacar estas empresas na noite de quarta-feira, caso ocorram mais mortes de líderes iranianos. O Irão já tinha prometido anteriormente atacar entidades e bancos ligados aos Estados Unidos e a Israel, mas este novo comunicado estabelece uma linha temporal concreta para a ação.
A inteligência artificial no centro do conflito
A justificação apresentada pelas forças iranianas para este movimento centra-se no uso de tecnologia para fins militares. Num comunicado oficial, o ramo militar afirmou que os elementos principais na conceção e rastreio de alvos são as empresas americanas de tecnologias de informação, comunicação e inteligência artificial. Em resposta a estas operações, consideram agora estas instituições como alvos legítimos.
Esta escalada de tensão surge num contexto onde a tecnologia tem desempenhado um papel ativo no conflito. Os relatos indicam que os Estados Unidos recorreram à inteligência artificial da Anthropic durante os ataques aéreos iniciais contra o Irão, logo no final de fevereiro. Paralelamente, Israel tem utilizado uma nova plataforma própria baseada em inteligência artificial para auxiliar no rastreio das movimentações de oficiais iranianos.
A ameaça atual junta-se a incidentes recentes de elevada gravidade, uma vez que, no início deste mês, drones iranianos já tinham atingido centros de dados da Amazon localizados no Barém e nos Emirados Árabes Unidos, o que acabou por perturbar as operações da Amazon Web Services na região.












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