
A adoção do sistema operativo Linux pelos jogadores de PC registou um crescimento surpreendente em março de 2026, ultrapassando a barreira dos 5% de quota de mercado. Os dados mais recentes partilhados pela Steam mostram que a aposta da Valve na compatibilidade está a dar frutos, com este software a duplicar a sua presença face ao mês anterior, enquanto o Windows 10 enfrenta uma queda acentuada.
Antes do lançamento da Steam Deck e do amadurecimento do sistema operativo da marca, jogar nestas plataformas de código aberto era considerado um desafio, estando a grande maioria dos títulos otimizados em exclusivo para os ambientes da Microsoft. O cenário inverteu-se graças ao Proton, uma camada de compatibilidade desenvolvida pela Valve que permite correr os jogos desenvolvidos para Windows praticamente sem perda de desempenho, atraindo gradualmente cada vez mais utilizadores para este ecossistema.
O salto do sistema de código aberto e a quebra da Microsoft
De acordo com as estatísticas do inquérito de hardware de março, a utilização de sistemas baseados em Linux subiu 3,10% num único mês, fixando-se agora nos 5,33%. Analisando as distribuições mais populares, o Arch Linux lidera com 0,34%, seguido pelo Linux Mint 22.3 com 0,27% e pelo Ubuntu Core 24 com 0,14%. É provável que o sistema base da consola portátil da Valve esteja englobado nos valores do Arch, existindo ainda uma forte adesão a alternativas otimizadas para videojogos como o Bazzite e o CachyOS.
Em sentido inverso, o domínio global do sistema operativo rival desceu para 92,33%. Esta queda de 4,28% reflete sobretudo a fuga de utilizadores do Windows 10, que tombou uns expressivos 14,89%. Por outro lado, o Windows 11 continua a absorver grande parte desta migração, registando uma subida de 10,57% durante o mesmo período.

O fim do efeito asiático nas placas gráficas
As fortes flutuações registadas em março justificam-se pelo regresso à normalidade após o pico de atividade dos jogadores asiáticos em fevereiro, impulsionado pelas férias do ano novo chinês. O idioma chinês, que tinha dominado a tabela no mês anterior, caiu perto de 32%, passando a representar 22,75% dos utilizadores. O inglês voltou assim ao topo das preferências globais com 39,09%.
Esta estabilização refletiu-se de forma direta nos componentes de hardware. A placa gráfica RTX 5070, que em fevereiro tinha atingido uns anormais 9,42% de quota de mercado, regressou aos 2,87%. A clássica RTX 3060 recuperou a liderança isolada com 4,10%, seguida pela versão para portáteis da RTX 4060, que cresceu para os 4,04%. A fechar os lugares cimeiros da linha GeForce surge a RTX 3050 com 3,14%. No campo da AMD, o cenário é mais modesto, com os processadores gráficos integrados a somarem 4,3% do total, sendo preciso descer na tabela para encontrar a primeira placa gráfica dedicada da marca, a RX 7800 XT, com apenas 1,11% de utilização.












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