
A missão Artemis II e a sua tripulação de quatro astronautas acabam de entrar na esfera de influência lunar, o que significa que a nave está agora mais sujeita à gravidade da Lua do que à atração do nosso planeta. Este marco foi atingido a cerca de 62.764 quilómetros da superfície lunar, quatro dias e seis horas após o início da viagem, marcando o arranque da fase mais crítica onde a humanidade será levada mais longe no espaço do que alguma vez esteve.
Durante o pico da sua órbita, os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e o canadiano Jeremy Hansen vão encontrar-se a impressionantes 406.773 quilómetros de distância do nosso planeta. Este feito vai ultrapassar o antigo recorde estabelecido pela famosa missão Apollo 13 em mais de 6.400 quilómetros. É de notar que esta é a primeira vez que seres humanos cruzam o limiar lunar desde a histórica missão Apollo 17, realizada no já distante ano de 1972.
Preparativos intensos e paisagens de cortar a respiração
Ao longo do fim de semana, a equipa dedicou-se a afinar todos os pormenores para o voo rasante em redor da Lua. As tarefas da tripulação incluíram demonstrações de pilotagem manual, a revisão meticulosa dos objetivos científicos para o período de observação de seis horas e a avaliação minuciosa dos fatos espaciais. Estes fatos são essenciais, pois garantem o suporte de vida em caso de emergência e serão fundamentais no aguardado regresso a casa.
Apesar da agenda preenchida, os astronautas tiveram tempo para apreciar a paisagem única que os rodeia. Nas imagens mais recentes partilhadas pela agência espacial, é possível ver a tripulação a contemplar a Terra de forma descontraída através das janelas da nave Orion.
A aproximação máxima e um eclipse solar inédito
A Orion tem chegada prevista às imediações lunares pouco depois da meia-noite desta segunda-feira. Mais tarde nesse mesmo dia, a tripulação deverá atingir o ponto mais distante alguma vez viajado por humanos, superando os 400.171 quilómetros registados pelos astronautas da Apollo 13 em 1970.
O período oficial de observação lunar terá início às 19:45, no horário de Portugal continental, e poucas horas depois a tripulação perderá temporariamente as comunicações ao passar pelo lado oculto da Lua. O ponto de maior aproximação está agendado para as 00:02, momento em que a nave passará a uns meros 6.543 quilómetros da superfície.
A partir dessa distância privilegiada, a equipa conseguirá vislumbrar o disco lunar na sua totalidade de uma só vez, abrangendo as regiões dos polos norte e sul, segundo esclarece a NASA. Como bónus espetacular para esta jornada, os astronautas terão ainda a oportunidade de presenciar um eclipse solar no espaço. O alinhamento perfeito entre a Orion, a Lua e o Sol fará com que a nossa estrela desapareça por cerca de uma hora. A agência espacial vai transmitir os detalhes da aproximação em direto, com emissão a arrancar a partir das 18:00 em Portugal continental.












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