
A histórica missão Artemis II da NASA prepara-se para concluir a sua viagem pioneira em redor da Lua nas próximas horas. A cápsula Orion, que transporta os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen, tem a amaragem prevista para a costa de San Diego, de acordo com os detalhes partilhados na transmissão oficial da agência espacial.
O momento da chegada está calculado para as 01:07 da madrugada (hora de Portugal Continental), com a emissão a arrancar às 23:30. Este evento poderá ser acompanhado em direto nas plataformas da própria agência, através do YouTube, e ainda em serviços de streaming como a Netflix e a HBO Max.
O desafio extremo da reentrada na atmosfera
Após ter deixado o nosso planeta a bordo do poderoso foguetão SLS e de ter passado nove dias no espaço, a fase mais crítica de toda a missão ainda aguarda a tripulação. A nave Orion demorará cerca de 13 minutos a completar a manobra de reentrada. Durante este curto e intenso período, a estrutura será submetida a temperaturas infernais que podem atingir os 2760 graus Celsius.
Qualquer reentrada com uma tripulação humana acarreta riscos elevados, mas o processo ganha especial atenção devido ao que aconteceu durante a missão anterior. Nessa altura, a cápsula realizou uma manobra de salto na parte superior da atmosfera antes de iniciar a descida final, o que resultou num desgaste excessivo do escudo térmico. Após meses de investigação, a NASA concluiu que o veículo era seguro para voar, mas a equipa desta segunda missão adotará uma abordagem mais gradual no regresso à Terra, na esperança de mitigar a exposição ao calor extremo.
Um marco para a exploração espacial humana
Esta operação assinala a primeira vez em 53 anos que a agência norte-americana tem a responsabilidade de guiar uma equipa humana de volta da Lua. Quando a missão estiver totalmente concluída, os quatro astronautas terão percorrido um total impressionante de 1.118.624 quilómetros.
Ao longo desta jornada, a tripulação captou imagens surpreendentes do espaço profundo, servindo como um lembrete do potencial alcançado quando várias nações colaboram num objetivo científico comum.












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