
A Valve lançou a versão de testes do Proton 11.0-Beta1, e embora pareça apenas mais uma atualização de rotina, traz uma autêntica revolução escondida: suporte para dispositivos baseados em Linux com arquitetura Arm. Conforme detalhado na página oficial do projeto, esta novidade abre as portas para correr jogos de computador em equipamentos portáteis que até agora ficavam de fora desta equação tecnológica.
O milagre da compatibilidade em hardware inesperado
Apesar de ser ainda uma versão beta e de a funcionalidade não ser comum no mercado atual, a comunidade não perdeu tempo. Já existem demonstrações públicas a exibir a interface da loja de jogos a funcionar numa Nintendo Switch equipada com Ubuntu. O segredo por trás desta flexibilidade chama-se FEX 2604, uma ferramenta agora integrada de forma nativa que permite traduzir jogos x86 do Windows para correrem nestes sistemas móveis. Marcas focadas em consolas abertas, como a Retroid ou a Ayaneo, passam assim a ter um novo horizonte de possibilidades e uma integração muito mais facilitada.
O impacto dos novos óculos e o foco da plataforma
A principal razão para este avanço técnico estrutural parece estar ligada ao Steam Frame, os óculos da marca focados em transmissão revelados no passado mês de novembro. Embora a ideia principal seja jogar através da rede, o equipamento possui hardware móvel de alto nível, incluindo um processador Qualcomm Snapdragon 8 Gen 3 e 16 GB de RAM. Durante as sessões de demonstração, foi possível ver o título Hades 2 a correr nativamente nos óculos a 1400p, provando que o ecossistema Linux em processadores Arm tem um enorme potencial.
A pensar nisto, a empresa está já a construir uma lista de títulos verificados para hardware Arm, à semelhança do que fez com a sua popular consola portátil. Mas se a transição de arquiteturas não te desperta interesse, a nova versão traz vantagens imediatas para quem joga no Steam tradicional. A atualização adiciona compatibilidade a vários títulos clássicos das sagas Resident Evil e Dino Crisis, além do Warhammer: Vermintide 2 e SHOGUN: Total War. Foram também resolvidas dezenas de falhas, incluindo os conflitos irritantes de sobreposição visual em jogos da EA e os problemas com a reprodução dos vídeos iniciais no Crimson Desert.












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