
Jensen Huang, diretor executivo da NVIDIA, confirmou que a quota de mercado da empresa no fornecimento de placas gráficas para inteligência artificial na China atingiu um valor nulo. De acordo com a informação avançada pelo Tom's Hardware, esta queda drástica para zero por cento é o resultado direto da política de exportações imposta pelos Estados Unidos, que acabou por afastar o país asiático e forçá-lo a acelerar a independência tecnológica.
O impacto das restrições no mercado asiático
A intenção original das autoridades americanas era abrandar o ritmo chinês no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial. O ponto de viragem notável aconteceu no início de 2025 com o aparecimento do modelo DeepSeek R1. Sendo de código aberto, este sistema conseguiu rivalizar com o ChatGPT utilizando uma quantidade menor de hardware e num espaço de tempo mais curto, o que colocou uma forte pressão sobre a indústria norte-americana. A China já supera os Estados Unidos em alguns domínios, como a geração de vídeos.
O valor de zero por cento reportado pela empresa refere-se exclusivamente às vendas diretas para clientes sediados na China. O interesse da indústria chinesa nas placas gráficas manteve o contrabando ativo e impulsionou as compras através de países terceiros ao longo de 2025, contrariando as previsões de analistas que apontavam para uma descida gradual até aos 8% nos anos seguintes.
A ascensão dos chips locais e o abandono das importações
O processo de bloqueio começou em 2022, quando o governo dos Estados Unidos impediu a venda dos modelos A100 e H100. A fabricante respondeu com a criação de versões com desempenho reduzido, as A800 e H800. Em 2024, as medidas foram endurecidas e até opções mais limitadas, como a H20, acabaram por ser bloqueadas.
O cenário atingiu o limite no início de 2026. As autoridades permitiram a venda das unidades H200 para o território chinês, mas impuseram uma taxa de 25% que se somou às subidas gerais de preço. Perante este ultimato financeiro, a indústria chinesa descartou definitivamente a compra de equipamento com custos inflacionados. O foco passou a ser a utilização de processadores locais, destacando-se os aceleradores desenvolvidos pela Huawei, consolidando um domínio quase absoluto no mercado interno e concretizando o objetivo de separação da tecnologia norte-americana.












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