
A Microsoft decidiu abrir as portas da sua loja digital ao remover a taxa de inscrição de 99 dólares (cerca de 90 euros) para organizações que pretendam criar contas de programador. Conforme detalhado no blog oficial da empresa, esta medida expande a política de gratuidade que já tinha sido aplicada aos criadores individuais em setembro do ano passado, permitindo agora que qualquer empresa comece a publicar as suas aplicações sem custos iniciais.
Processo de adesão mais rápido e integrado
Além de eliminar a barreira financeira, a gigante tecnológica reformulou todo o processo de registo para o tornar menos burocrático. As organizações podem agora utilizar o suporte para o Microsoft Entra ID, o que lhes permite iniciar sessão diretamente com as suas contas de trabalho existentes e associar o perfil de programador à identidade corporativa.
O sistema passou também a contar com validações automáticas e requisitos mais claros logo à partida, com notificações por email e atualizações de estado em tempo real. Esta automação reduz substancialmente o tempo de espera entre a criação da conta e a submissão da primeira aplicação. Para acelerar ainda mais as verificações, a recomendação passa por ter um número D-U-N-S preparado, embora continue a ser possível enviar documentação comercial para uma análise manual, caso seja necessário.
Otimização focada na concorrência do mercado
A loja digital do Windows já serve de casa a uma vasta gama de formatos, desde as clássicas aplicações Win32 e Plataforma Universal do Windows (UWP), até PWA, .NET MAUI e Electron. Com esta eliminação de custos e simplificação de processos, o objetivo central passa por cativar mais empresas a distribuir o seu software diretamente pela plataforma integrada no sistema operativo.
No fundo, a estratégia procura reduzir a fricção para os criadores e tornar a loja uma alternativa com maior relevância face a rivais de peso no mercado de distribuição de software, como a Google Play Store ou a App Store da Apple.












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