
A Volvo decidiu marcar uma posição firme contra a tendência crescente de cobrar mensalidades por funcionalidades básicas nos automóveis. Erik Severinson, diretor-comercial global da marca, defende que quem adquire um veículo de luxo deve ter acesso a uma experiência completa, sem ser confrontado com custos adicionais para utilizar equipamentos já instalados. Esta estratégia foi reforçada numa entrevista ao portal Motor1 Italia, onde o responsável sublinhou que a fabricante sueca quer evitar o que descreve como uma fragmentação artificial dos seus produtos.
Valor premium sem taxas extra
Para a construtora, não faz sentido que um cliente que investe cerca de 73.600 euros num automóvel topo de gama tenha de pagar uma taxa mensal, por exemplo, de 4,60 euros para poder aquecer os bancos. Severinson considera que esta abordagem é errada e mesquinha, especialmente quando tais funções já estão incluídas de série em modelos muito mais económicos de outras marcas. O objetivo da Volvo é garantir que o condutor sente o valor total do seu investimento desde o primeiro quilómetro, mantendo a satisfação elevada e a perceção de qualidade do produto.
Onde as subscrições fazem sentido
Apesar desta resistência em cobrar por componentes físicos já presentes no veículo, a empresa não exclui totalmente o uso de subscrições. O foco recai sobre o software mais complexo e abrangente, como pacotes de conectividade avançada ou sistemas de assistência à condução que exigem manutenção e atualizações constantes. A lógica assemelha-se à de serviços de streaming populares, mas com uma fronteira bem definida: o que é essencial para o conforto e funcionamento base do passageiro não deve entrar na equação de custos recorrentes para os utilizadores.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!