
O Martech B2B Summit 2026 reuniu diversos especialistas no Auditório do IAPMEI, em Lisboa, para debater como a economia da atenção e as relações sólidas estão a moldar os negócios. Segundo as conclusões partilhadas pela Martech Digital, entidade organizadora do encontro, o sucesso no setor empresarial depende agora menos da quantidade de ferramentas tecnológicas e mais da capacidade de as empresas regressarem aos fundamentos da comunicação e do conhecimento do cliente.
A estrutura interna como motor de crescimento
A sessão de abertura contou com a participação de Bruno Mota, que sublinhou que a inovação não deve ser vista como um departamento isolado, mas sim como uma cultura transversal a toda a organização. Para o especialista, o crescimento sustentável de qualquer negócio no atual panorama do marketing exige que as equipas estejam preparadas para a mudança, com processos bem definidos e uma estrutura de gestão que garanta a resiliência perante imprevistos.
Durante os debates sobre a geração de novos contactos, o alerta foi unânime: ter um volume elevado de interações não se traduz automaticamente em faturação. A eficácia comercial reside em identificar e acompanhar as oportunidades corretas. Foi defendido que, antes de avançar para grandes investimentos em campanhas, as empresas precisam de estruturar as suas bases, definindo claramente o perfil do cliente ideal e garantindo que as equipas de vendas e comunicação trabalham em sintonia desde o primeiro momento.
A tecnologia ao serviço da dimensão humana
Um dos temas centrais foi o impacto que a inteligência artificial está a ter nas operações diárias. Hugo de Sousa, da Mars Shot, explicou que estas ferramentas devem servir para amplificar a estratégia e aumentar a eficiência operacional, mas nunca para substituir o toque humano que as relações comerciais exigem. A ideia de que é preciso manter a humanização num contexto automatizado foi reforçada, apontando a confiança e a educação do mercado como fatores críticos antes de se fechar qualquer venda.
No encerramento desta edição, Ana Barros, responsável pela organização, confirmou que o setor em Portugal está a tornar-se mais exigente. O marketing deixou de ser apenas um apoio à atividade comercial para se tornar uma alavanca de reputação. O desafio para o futuro passa por transformar a intenção em prática, criando soluções que resolvam problemas reais e que mereçam a atenção e a empatia de quem está do outro lado do ecrã.












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