
A reputação de segurança inquebrável dos computadores da Apple acaba de sofrer um abalo surpreendente. A primeira falha de memória nos avançados processadores M5 foi recentemente descoberta com a ajuda de uma inteligência artificial. De acordo com as informações detalhadas pelo Tom's Hardware, a proeza foi alcançada pela Claude Mythos, que conseguiu contornar as robustas defesas do sistema operativo macOS 26.4.1.
A queda do escudo de integridade de memória
Os equipamentos da marca são frequentemente elogiados pela sua arquitetura fechada baseada em Unix, que oferece múltiplas camadas de proteção contra ameaças externas. Contudo, a complexidade crescente do código informático significa que a perfeição é praticamente impossível de atingir. A versão de antevisão da Claude Mythos, uma ferramenta focada em cibersegurança que já tinha dado que falar ao identificar centenas de falhas no navegador Firefox, virou agora as suas atenções para o chip M5.
O alvo principal foi o mecanismo MIE (Memory Integrity Enforcement). Este sistema, que opera com um consumo de recursos quase impercetível na ordem dos 3%, foi desenhado especificamente para travar ataques de corrupção de memória. A mesma tecnologia está presente nos processadores que equipam o iPhone 17 com iOS 26. Os investigadores da empresa Calif comprovaram que a ferramenta inteligente conseguiu encontrar uma forma de iludir este escudo protetor, garantindo uma escalada de privilégios local.
O perigo do acesso total ao sistema
Na prática, esta vulnerabilidade permite que um atacante obtenha permissões de administrador de topo (root) no computador. Com este nível de acesso, o controlo sobre a máquina passa a ser total. No entanto, para que o ataque seja bem-sucedido, o processo exige alguma interação do lado do alvo.
O método obriga à execução de um comando na máquina afetada. Para o conseguir, os piratas informáticos terão de recorrer a táticas de engenharia social ou campanhas de phishing. O objetivo é enganar o utilizador para que este introduza a sua palavra-passe de administrador. Embora pareça um obstáculo considerável, a história da cibersegurança mostra-nos que o elo humano continua a ser o mais fácil de contornar. Com a barreira do hardware ultrapassada de forma tão metódica pela Claude Mythos, o alerta está dado para todos os que confiam cegamente na impenetrável muralha da empresa.












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