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Donald Trump presidente dos EUA

Donald Trump arrepende-se de não ter sido mais ambicioso nas negociações com a marca norte-americana de processadores. O Presidente dos Estados Unidos confessou que deveria ter pedido uma percentagem superior aos 10% acordados em agosto do ano passado, altura em que o governo investiu cerca de 8,9 mil milhões de dólares na empresa. A revelação e os bastidores do acordo foram partilhados durante uma entrevista à Fortune.

Um negócio de milhares de milhões

Durante a conversa, o chefe de estado detalhou como convenceu o CEO da Intel, Lip-Bu Tan, a ceder a participação governamental a custo zero em troca da injeção de capital. O pacote de financiamento dividiu-se em 5,7 mil milhões de dólares provenientes do CHIPS Act, que já estavam aprovados mas pendentes de pagamento, e uma garantia adicional de 3,2 mil milhões. O líder norte-americano referiu que, após ouvir a concordância imediata do executivo da tecnológica, pensou logo de seguida que deveria ter exigido uma fatia maior do bolo.

A verdade é que, após este acordo e uma vaga considerável de despedimentos, as ações da fabricante de chips dispararam cerca de 300%. O investimento inicial dos Estados Unidos está agora avaliado em perto de 50 mil milhões de dólares, levando Trump a questionar abertamente se está a receber o devido crédito por esta jogada económica e pela valorização surpreendente da empresa.

Pressão sobre o mercado asiático e produção local

O domínio de Taiwan na indústria dos semicondutores também não escapou às críticas do presidente. Na sua perspetiva, a marca norte-americana poderia ser hoje a maior empresa do mundo se ele estivesse no poder mais cedo, garantindo que teria aplicado pesadas tarifas para travar as importações da China e proteger a produção nacional.

Apesar de a gigante asiática TSMC já produzir processadores do iPhone em solo norte-americano, o governo quer acelerar a transição tecnológica. A administração de Donald Trump tem pressionado repetidamente a empresa taiwanesa para deslocalizar pelo menos 40% das suas operações de fabrico para os Estados Unidos, uma exigência que as autoridades de Taiwan continuam a classificar como um cenário impossível.

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