
A divisão principal da Samsung pode estar prestes a fazer uma mudança significativa nos seus próximos topos de gama. De acordo com as informações avançadas pelo ZDNET Korea, a marca sul-coreana está a avaliar a adoção de painéis da fabricante chinesa BOE para a futura linha Galaxy S27, afastando-se assim da sua própria divisão interna, a Samsung Display.
O motivo por trás da possível parceria
A BOE entrou em conversações com a tecnológica para garantir uma posição de destaque na cadeia de fornecimento no próximo ano. Para tornar o negócio mais atrativo, a empresa chinesa propôs fornecer os seus painéis OLED por um valor que é cinco dólares mais baixo (cerca de 4,60 euros) por unidade, quando comparado com os custos da atual fornecedora. A divisão Mobile Experience já enviou um pedido de informação focado no desenvolvimento de ecrãs OLED à BOE e encontra-se a avaliar amostras desde o mês passado.
Fontes da indústria apontam que os executivos da tecnológica encaram com bons olhos a utilização destes painéis OLED, indicando que a BOE não terá grandes dificuldades em cumprir os requisitos exigidos para o Galaxy S27. Esta aproximação surge também depois de ambas as partes terem resolvido uma longa disputa de patentes no final do ano passado, culminando num acordo de licenciamento para a utilização da tecnologia de píxeis em formato diamante.
Expansão da fabricante e a crise de componentes
A relação comercial para o fornecimento de ecrãs não é propriamente uma novidade entre as duas entidades. A BOE já equipou modelos de gama média no passado, como o Galaxy A73, mas o objetivo atual passa por assegurar um lugar permanente na linha principal. A fabricante chinesa consolidou também a sua posição ao fornecer painéis à Apple durante os últimos anos, marcando presença nos atuais modelos da série iPhone 17 e no mais acessível iPhone 17e.
A justificação para o grande desconto oferecido à gigante sul-coreana prende-se com uma mudança de estratégia forçada no mercado interno. As marcas chinesas de smartphones escalaram para baixo os seus planos de produção devido ao rápido aumento dos preços da memória e a uma considerável falta de componentes a nível global. Consequentemente, fornecedoras como a BOE debatem-se agora com dificuldades para manter as elevadas taxas de ocupação operacional das suas fábricas, pelo que fechar o negócio com desconto apresenta-se como uma medida essencial para manter as linhas de produção ativas.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!