
A Força Aérea dos Estados Unidos está a preparar a sua nova aeronave não tripulada de longo alcance, o ULTRA Turbo. Segundo os detalhes partilhados de forma oficial pela Dzyne, este equipamento foi concebido para oferecer uma monitorização ininterrupta e direcionada a zonas de elevada instabilidade global, com especial foco no Médio Oriente.
O aspeto mais curioso deste drone militar é a sua origem inesperada. O design deriva diretamente de um planador desportivo comercial, tirando partido das suas asas invulgarmente longas e da elevada eficiência aerodinâmica para garantir uma poupança extrema de combustível durante as missões.
Autonomia extrema e poupança radical
Ao contrário de outros modelos militares conhecidos que perdem demasiado tempo apenas na deslocação até ao alvo, o ULTRA Turbo é capaz de voar a uma velocidade de 222 km/h e atingir altitudes na ordem dos 9144 metros. Esta configuração altamente eficiente permite que a aeronave se mantenha no ar por 60 horas consecutivas. Na prática, atua como um autêntico "olho fixo" no céu, vocacionado para a recolha de informações vitais, ações de guerra eletrónica ou para servir como um nó de comunicações móvel.
A somar ao salto no desempenho, o fator económico assume um papel central neste programa. Ao utilizar uma estrutura baseada em componentes da aviação civil comercial, as forças armadas conseguiram abater drasticamente os custos habituais de produção e manutenção, habitualmente associados a equipamentos de alta performance. É uma tecnologia que une a gestão inteligente do orçamento à robustez necessária para lidar com variações meteorológicas adversas em grandes altitudes.
Testes operacionais já no horizonte
O calendário de evolução deste projeto encontra-se atualmente em marcha. Os primeiros testes no terreno serão conduzidos pelo Comando Central dos Estados Unidos e estão previstos para arrancar entre os anos fiscais de 2026 e 2027.
Para assegurar que o desenvolvimento cumpre todas as metas estipuladas, foi já submetido um pedido de financiamento superior a 14,7 milhões de euros (o equivalente a 16 milhões de dólares) para garantir o avanço das próximas fases de otimização da aeronave.












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