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A Premier League submeteu um pedido de intimação num tribunal federal da Califórnia para forçar a empresa de registo de domínios Tucows a revelar a identidade dos operadores de 25 páginas de streaming ilegal de desporto. De acordo com informações avançadas pelo TorrentFreak, o processo revelou um detalhe curioso, dado que as próprias provas da organização mostram que grande parte destas transmissões piratas dependem diretamente de servidores da Amazon e da Google para funcionarem.

O cerco aos domínios de desporto

A lista de alvos da liga de futebol inclui nomes conhecidos da pirataria desportiva, como o Totalsportek, Sportsurge e Rojadirecta, embora estes não estejam necessariamente ligados às operações originais. Um dos domínios com maior tráfego, o Futbollibre.org, registou mais de 12 milhões de visitas mensais recentemente e já tinha sido suspenso semanas antes deste pedido legal, assumindo o estado de retenção que desativa a página. Não se sabe se estas suspensões pontuais estiveram ligadas à queixa da liga, visto que outros domínios da lista permanecem online.

O pedido submetido exige que a Tucows partilhe todos os dados de identificação pessoal que possui sobre os registantes, o que inclui nomes, endereços físicos e de IP, números de telefone, emails, informações de pagamento e o histórico completo de cada conta.

A ironia dos serviços na nuvem

Um detalhe interessante desta investigação é a localização real dos conteúdos. Os vídeos não estão alojados nos domínios visados pela intimação. A documentação do processo indica que páginas como a antenasport.org utilizaram infraestruturas da Amazon Web Services para transmitir os encontros. Da mesma forma, URLs de armazenamento na nuvem da Google também aparecem nas provas submetidas pela acusação. Não é claro se a Premier League também tentou obter informações através destas gigantes tecnológicas.

A equipa legal da Premier League no escritório Hagan Noll & Boyle afirma que a documentação apresentada e a notificação de infração de direitos de autor são suficientes para que um funcionário do tribunal aprove a intimação, sem a necessidade de passar por um juiz. Por sua vez, a Tucows declarou que defende a liberdade de expressão na internet, mas garantiu que cumpre a lei quando recebe processos válidos, recusando-se a tecer mais comentários sobre investigações que se encontram ativas.

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