
A União Europeia prepara-se para aplicar uma pesada sanção financeira à Google devido a infrações relacionadas com a Lei dos Mercados Digitais (DMA). Segundo avança a Reuters, citando informações originais do jornal alemão Handelsblatt, a gigante tecnológica poderá enfrentar uma coima na ordem das centenas de milhões de euros por favorecer os seus próprios serviços nos resultados de pesquisa.
O peso das novas regras digitais na Europa
A investigação em curso, que teve início em março de 2025, foca-se na forma como a empresa organiza a informação apresentada aos utilizadores. A suspeita central é de que a Google utiliza o seu motor de pesquisa para dar destaque indevido aos seus próprios produtos, prejudicando a concorrência no mercado digital de forma desleal.
O anúncio oficial da decisão deverá ser realizado antes da habitual pausa de verão das instituições europeias. Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia, sublinhou que, apesar de existirem negociações para encontrar soluções futuras, a entidade não vai hesitar em avançar com as próximas medidas legais o mais rapidamente possível. O representante frisou que o objetivo principal da comissão é garantir que a empresa cumpra efetivamente as regras estipuladas, e não apenas avançar para o mero pagamento de uma multa.
Um histórico marcado por sanções pesadas
Embora a empresa norte-americana esteja atualmente a testar alterações na forma como apresenta os resultados aos utilizadores europeus, visando um maior alinhamento e cumprimento das exigências do DMA, essas medidas parecem não ter sido suficientes para tranquilizar as preocupações dos reguladores da União Europeia.
Este novo capítulo junta-se a um historial já bastante extenso de embates legais e sanções financeiras no continente europeu. Recorde-se que, em 2017, a empresa foi alvo de uma pesada coima de 2,7 mil milhões de euros por promover de forma ilegal o seu próprio serviço de comparação de compras, em detrimento dos rivais. Mais recentemente, a gigante tecnológica enfrentou outra penalização histórica de 3,5 mil milhões de euros, desta vez relacionada com práticas de monopólio no setor da publicidade digital.












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