
A Honda realizou um investimento estratégico na Nexeon, uma empresa especializada no desenvolvimento de componentes avançados para fins energéticos, através do seu programa global de inovação Honda Xcelerator Ventures. Este movimento financeiro, cujos valores exatos não foram revelados pelas marcas, visa impulsionar a produção de ânodos à base de silício para melhorar a autonomia e a velocidade de carregamento dos automóveis elétricos.
De acordo com o comunicado oficial da Nexeon, a empresa britânica, que surgiu como uma dissidência do Imperial College London há mais de duas décadas, já tinha angariado cerca de 185 milhões de euros (200 milhões de dólares) junto de vários investidores no decorrer do ano de 2022. O novo apoio da fabricante automóvel nipónica pretende dar suporte direto ao processo de transição global rumo à mobilidade elétrica.
Avanços na densidade energética das baterias
Os novos materiais de silício-carbono desenvolvidos pela empresa têm como objetivo substituir o grafite convencional utilizado nos ânodos das baterias de iões de lítio. Esta modificação técnica promete expandir significativamente a densidade de energia dos conjuntos, reduzindo em simultâneo o tempo necessário para o abastecimento dos veículos.
A liderança da Nexeon destaca que os progressos alcançados expandem as fronteiras do desempenho para a próxima geração de automóveis. Com a entrada da Honda no lote de acionistas, o foco vira-se agora para a comercialização definitiva desta tecnologia inovadora e para o aumento das linhas de montagem.
Produção em grande escala na Coreia do Sul
A primeira infraestrutura fabril da Nexeon destinada à produção em larga escala destes componentes começou a ser construída em 2023, na cidade industrial de Gunsan, localizada na Coreia do Sul. Em dezembro de 2025, a empresa anunciou que a fábrica concluiu com sucesso a fase de preparação, encontrando-se totalmente pronta para iniciar a atividade industrial.
Instalada junto da parceira OCI para assegurar o fornecimento direto de gás monosilano por via de uma conduta dedicada, a unidade projeta uma capacidade anual de dezenas de milhares de toneladas de material de silício. A Panasonic assume o papel de primeiro grande cliente comercial, com o plano de integrar estes compostos na sua fábrica de células de energia que abriu em 2026, em De Soto, perto de Kansas City, nos Estados Unidos.












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