
A Waymo deu um novo passo no mercado dos veículos autónomos ao iniciar as operações do Ojai, o seu primeiro robotáxi construído de raiz para este propósito. De acordo com as informações avançadas pelo Electrek, os passageiros de São Francisco, Los Angeles e Phoenix já podem experimentar o veículo, com a vantagem de as primeiras viagens serem totalmente gratuitas durante um período limitado.
Ao contrário da frota anterior da empresa, que dependia de carros de consumo adaptados, o Ojai apresenta-se com o tamanho de um furgão. Este formato contrasta fortemente com o Tesla Cybercab, que tem uma estrutura bastante mais compacta. O novo modelo foi fabricado pela marca chinesa Zeekr e posteriormente equipado com o hardware de condução autónoma na fábrica da Waymo no estado do Arizona. O interior foi pensado para o conforto, oferecendo bastante espaço para as pernas, portas de carregamento e três ecrãs dedicados aos passageiros dos bancos traseiros.
Um salto na tecnologia autónoma e menos sensores
O Ojai marca também a estreia da sexta geração do software de condução da empresa. Esta atualização tecnológica permitiu reduzir drasticamente a quantidade de sensores necessários, passando de 29 para apenas 13 câmaras, além de diminuir o número de radares e unidades lidar. Com estas otimizações, estima-se que a colocação de cada um destes veículos nas ruas tenha agora um custo inferior a 20 mil dólares, o equivalente a cerca de 18.400 euros.
Outra grande vantagem do novo software é a sua capacidade de operar em cidades com neve, ultrapassando uma barreira que até agora limitava o serviço a regiões mais quentes. Com isto em mente, a empresa já confirmou que está a preparar o terreno para uma expansão até Chicago. Atualmente, a gigante dos transportes autónomos opera em 11 grandes cidades norte-americanas e regista mais de 20 milhões de viagens sem condutor, um número que a coloca na liderança isolada do setor.
Desafios no caminho e expansão para a neve
Apesar do otimismo com o novo modelo, o percurso não tem sido isento de obstáculos. No início deste mês, a empresa viu-se obrigada a suspender as operações em duas cidades depois de os veículos terem entrado repetidamente em estradas inundadas, situação que resultou na recolha de 4000 automóveis. Além disso, os sistemas têm demonstrado alguma dificuldade em lidar com autocarros escolares, passando frequentemente por eles sem efetuar a paragem obrigatória.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!