
A Tesla alcançou um novo marco histórico com o seu Cybercab, que acaba de conquistar o título de carro elétrico mais eficiente de sempre. Segundo os detalhes partilhados pela TechSpot, este robotaxi consome apenas 165 watts-hora por milha, um valor que deixa a concorrência direta para trás e redefine o que é possível na mobilidade urbana atual.
O mercado automóvel já está habituado às abordagens extremas da Tesla, desde que a marca ajudou a popularizar o segmento e apresentou conceitos visuais únicos como o Cybertruck. No entanto, o novo veículo autónomo da empresa norte-americana eleva a eficiência para o nível seguinte ao afastar-se do conceito tradicional do que é um automóvel.
Design focado no transporte de passageiros
Apresentado oficialmente em outubro de 2024, o Cybercab destaca-se por não ter qualquer volante ou pedais no seu interior. Esta estrutura radical, desenhada desde a base para operar como um robotaxi totalmente autónomo, permitiu aos engenheiros remover componentes mecânicos pesados e desnecessários. O resultado prático é um salto tecnológico considerável, conseguindo ser 28% mais eficiente do que o Lucid Air Pure, o veículo que detinha o recorde até agora.
Autonomia garantida por uma fração do preço
Para percebermos a verdadeira vantagem destes números e da otimização feita pela marca, é essencial olhar para a oferta do mercado atual. O consumo de 165 Wh por milha equivale a cerca de 10,2 kWh por cada 100 quilómetros. Como termo de comparação, o popular Model 3 gasta cerca de 18,2 kWh aos 100 quilómetros. Mesmo os modelos considerados bastante poupados, como o Dacia Spring ou o próprio Lucid Air, ficam-se pelos 14,7 e 12,5 kWh respetivamente.
Graças a esta eficiência extrema, a bateria de 50 kWh instalada no veículo revela-se perfeitamente capaz de oferecer uma autonomia generosa a custos muito reduzidos para as operações diárias. A somar ao baixo consumo energético, o Cybercab posiciona-se com um valor de venda na ordem dos 30 mil dólares (o equivalente a cerca de 28 mil euros à taxa de câmbio atual), assumindo-se como uma proposta altamente atrativa para revolucionar o setor dos transportes sem condutor.












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