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Tesla

A Tesla parece ter mudado de ideias e está a contactar fornecedores para avançar com a produção de um novo SUV elétrico focado no baixo custo. Segundo avança a Reuters, o veículo será construído de raiz, não partilhando a arquitetura com os atuais modelos em comercialização, e a sua produção deverá arrancar primeiro na China, antes de chegar aos mercados europeu e norte-americano.

A confirmar-se, esta decisão representa uma mudança de rumo drástica para a marca de automóveis elétricos e, em especial, para o seu diretor executivo, que nos últimos tempos focou a sua visão num futuro sem volantes.

Uma reviravolta nos planos da fabricante

Ao longo dos últimos anos, Elon Musk insistiu repetidamente que não faria sentido lançar um automóvel tradicional mais barato, classificando o esforço como inútil devido à transição para os veículos autónomos. Em 2024, a empresa chegou mesmo a cancelar os planos para o tão aguardado veículo de 25 mil dólares, o equivalente a cerca de 23 mil euros, para concentrar todos os recursos no desenvolvimento de táxis robô e de soluções baseadas em inteligência artificial.

Em alternativa ao modelo de baixo custo, a fabricante optou por lançar versões mais básicas das viaturas já existentes, desenhadas para serem cerca de 20% mais baratas de produzir, mas que não atingiram a verdadeira acessibilidade prometida. Agora, a nova aposta poderá ser o modelo económico que o mercado tanto exigia, existindo indicações de que poderá tratar-se de um veículo capaz de conduzir de forma autónoma, mas também concebido para ser operado por humanos.

Os desafios do mundo autónomo e as vendas

A estratégia focada inteiramente na autonomia tem esbarrado em vários obstáculos. A promessa de ter táxis robô disponíveis para metade da população dos Estados Unidos até ao final de 2025 falhou redondamente. Atualmente, estes veículos apenas circulam na cidade de Austin e mantêm a obrigatoriedade de supervisão humana, com um funcionário sempre pronto a usar um botão de emergência em caso de anomalia. Além disso, a tecnologia de condução autónoma total da marca ainda precisa de acumular pelo menos 10 mil milhões de milhas em testes antes de ser validada para uso sem supervisão, situando-se neste momento na marca dos 9,1 mil milhões.

A par dos desafios tecnológicos, a empresa precisa claramente de um impulso comercial. Afetada pela perda de incentivos fiscais e pelo escrutínio à volta da sua liderança, as entregas aos clientes no primeiro trimestre deste ano, apesar de terem subido face ao ano anterior, registaram uma queda de 14% em relação ao último trimestre. A introdução de um SUV mais em conta poderá ser o elemento crucial para a marca revitalizar os seus números e consolidar a sua posição no mercado elétrico.

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