
Um novo trojan de acesso remoto conhecido como BTMOB está a oferecer aos cibercriminosos uma plataforma completa para atacar equipamentos com o sistema Android. Segundo a investigação divulgada pela ESET, em conjunto com os dados detalhados pela Cyble, este malware funciona como um serviço comercializado na internet, permitindo intercetar transações financeiras, capturar o ecrã e roubar dados específicos de forma totalmente remota.
Como funciona a ameaça nos teus dispositivos
A grande vantagem do BTMOB para os atacantes é a sua interface de criação simplificada, que não exige qualquer conhecimento prévio de programação. Através desta ferramenta, os criminosos conseguem gerar pacotes de instalação personalizados que se disfarçam de serviços de streaming, plataformas de criptomoedas ou até mesmo entidades governamentais. Uma vez instalada no telemóvel, a aplicação abusiva tira partido dos serviços de acessibilidade para obter permissões elevadas sem intervenção extra do utilizador. Com este controlo, o trojan consegue ocultar o seu próprio ícone, impedir que o dispositivo entre em modo de suspensão e desativar os serviços de segurança da loja oficial de aplicações.

Preços elevados e presença no mercado latino-americano
Sendo uma evolução direta da família de ameaças SpySolr, a sua atividade tem sido predominantemente registada no Brasil e no restante mercado da América Latina. A comercialização deste código malicioso decorre de forma privada em canais de comunicação fechados, onde os criadores exigem uma subscrição mensal de 700 dólares (cerca de 650 euros). Para esquemas de maior dimensão, existe a opção de uma licença vitalícia com um custo fixo de 5000 dólares (aproximadamente 4600 euros).
Apesar da monitorização rigorosa por parte dos especialistas em cibersegurança, a facilidade com que novas campanhas disfarçadas são geradas torna a proteção numa tarefa exigente. A recomendação principal para manter os dados seguros passa por descarregar aplicações apenas a partir de lojas fidedignas e recusar a atribuição de permissões de acessibilidade a serviços que não precisem explicitamente dessas funções.












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