
As ameaças informáticas continuam a crescer e os números recentes são preocupantes para os consumidores. De acordo com os dados partilhados pela Global Anti-Scam Alliance, cerca de 77% dos consumidores em Portugal sofreram pelo menos uma tentativa de burla no último ano. Destes, um em cada cinco acabou mesmo por perder dinheiro, o que reflete a eficácia e a sofisticação dos ataques atuais.
O impacto das fraudes em território nacional
Os cibercriminosos adaptam-se rapidamente às tendências do mercado para enganar as vítimas. O relatório da organização detalha que as falsas ofertas de emprego, as fraudes ligadas a compras e os investimentos enganosos lideram a lista dos esquemas mais frequentes no país. Para alcançar os alvos, os métodos de contacto preferidos mantêm-se tradicionais mas diretos, passando sobretudo pelo correio eletrónico, chamadas telefónicas e mensagens SMS.
Debate europeu e novas medidas de proteção
Para combater este cenário, a capital portuguesa prepara-se para acolher o Global Anti-Scam Summit Europe 2026. O evento decorre presencialmente nos próximos dias 9 e 10 de junho no Convento do Beato, contando também com transmissão digital para os participantes internacionais.
O encontro reúne organizações de defesa do consumidor, como a DECO PROteste, além de representantes governamentais, forças de segurança, especialistas do setor financeiro e empresas tecnológicas. Em cima da mesa vão estar temas urgentes como a proteção das vítimas, a cooperação internacional, a partilha de informação entre entidades e a utilização da inteligência artificial na prevenção destes crimes.
Durante a conferência, será ainda apresentado o novo relatório europeu State of Scams. Este documento vai analisar a fundo o impacto económico das burlas no espaço europeu e as alterações nos principais canais utilizados pelos criminosos, procurando definir novas estratégias conjuntas para uma resposta global que é cada vez mais necessária.












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