
A corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial (IA) atingiu um ponto em que a quantidade de dados disponíveis na internet começa a escassear. Recentemente, empresas líderes do setor, como a OpenAI, admitiram que praticamente todo o conteúdo público da web já foi consumido para alimentar os seus modelos. Perante este cenário de incerteza sobre a evolução das tecnologias de machine learning, a Google decidiu adotar uma estratégia direta: pagar a programadores do sistema Android em troca do acesso ao código-fonte das suas aplicações.
Incentivos financeiros e direitos de autor preservados
De acordo com as informações avançadas pelo portal TechSpot, a gigante tecnológica começou a enviar convites direcionados para partilhar o que apelidou de uma "oferta piloto de conteúdo confidencial". Esta iniciativa visa obter dados de programação de alta qualidade para expandir as capacidades e a precisão do Gemini e de outros modelos internos da empresa.
Como grande atrativo para os criadores de software, a Google assegura que os programadores vão reter a totalidade dos direitos de autor sobre o código fornecido. Além disso, os participantes desta fase piloto não ficam vinculados a contratos de exclusividade, mantendo a liberdade de vender o mesmo material a outras tecnológicas que atuem no setor da inteligência artificial.
Parcerias com fotógrafos e escritores na calha
Os planos de recolha de informação não se limitam à área do desenvolvimento de software. A página oficial da Google AI apresenta agora apelos explícitos para que criadores de conteúdo de diversas áreas — incluindo fotógrafos e escritores — colaborem nos programas de treino. A empresa destaca que qualquer tipo de registo textual ou visual é considerado valioso para otimizar os resultados da próxima geração de ferramentas baseadas em inteligência artificial.












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