
A comunidade de utilizadores do YouTube Music partilha de uma frustração antiga: a ausência de um botão nativo para bloquear artistas. Há anos que os utilizadores solicitam à Google uma forma simples de remover músicos ou faixas específicas das suas listas de reprodução automáticas, mas os pedidos têm sido ignorados. Para contornar esta limitação do serviço de streaming, um programador independente lançou uma solução não oficial que adiciona essa funcionalidade diretamente no navegador.
Conforme detalhado no repositório oficial do projeto no GitHub, a ferramenta chama-se YTM Block e foi desenvolvida pelo utilizador Kakeroth da rede social Reddit. Trata-se de uma extensão de código aberto criada para os navegadores Chrome e Firefox, permitindo que os ouvintes utilizem o botão direito do rato para bloquear qualquer artista, canção ou álbum na plataforma.
Como funciona o bloqueio de conteúdos
Sempre que uma música bloqueada entra na fila para ser reproduzida, a extensão realiza um salto automático e passa para a faixa seguinte. O sistema também identifica e sinaliza os temas banidos na lista de reprodução atual antes de estes começarem a tocar, garantindo que o utilizador sabe exatamente o que está a ser filtrado.
Além disso, o YTM Block remove os artistas colocados na lista negra das recomendações da página inicial do serviço. Segundo o criador, todo o processo é gerido localmente no computador, pelo que os dados e as escolhas de exclusão ficam guardados no armazenamento do próprio navegador, sem envio para servidores externos.
Limitações e comparação com os rivais
Esta extensão surge como uma alternativa mais agressiva ao botão de classificação negativa do próprio YouTube Music, que muitas vezes apenas reduz a frequência com que o algoritmo sugere determinado músico. Plataformas concorrentes como o Spotify e a Apple Music já disponibilizam opções nativas para ocultar ou silenciar artistas.
A grande desvantagem do YTM Block reside no facto de ser uma extensão de navegador, o que limita o seu funcionamento aos computadores. Embora o programador refira que o suporte para navegadores móveis possa ser uma opção viável, não há previsão de uma resolução semelhante para as aplicações oficiais de Android e iOS.












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