
Segundo a SIC Notícias, os 10 milhões de euros disponibilizados para apoiar a compra de veículos ecológicos desapareceram num abrir e fechar de olhos nesta quinta-feira. A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, confirmou o enorme sucesso da iniciativa, mas deixou um alerta claro: devido ao conflito no Médio Oriente e a outras necessidades urgentes, não está prevista a reabertura do programa durante o ano corrente.
Uma corrida contra o tempo pelos incentivos
A procura foi de tal forma avassaladora que os fundos disponíveis duraram apenas uma fração do dia. O concurso abriu às 16:30 e, pouco menos de duas horas depois, pelas 18:18, a categoria destinada aos carros ligeiros de passageiros para pessoas singulares já se encontrava totalmente esgotada.
O cenário repetiu-se rapidamente para as restantes opções de mobilidade urbana. O orçamento para motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos terminou às 20:35, seguido de perto pelas verbas para os carregadores em condomínios multifamiliares, que esgotaram às 20:40. Por fim, o apoio reservado às bicicletas citadinas convencionais também fechou portas na mesma noite, pelas 22:48. Para a ministra, esta adesão massiva demonstra a forte consciência da população face à necessidade de eletrificar o parque automóvel e abandonar a dependência dos combustíveis fósseis.
Fundo Ambiental com novas prioridades
Apesar do interesse evidente dos portugueses, quem não conseguiu submeter a sua candidatura a tempo terá de aguardar. À margem das comemorações dos 35 anos da Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão, em Tondela, Maria da Graça Carvalho explicou que o Governo tem de gerir prioridades concorrentes dentro do Fundo Ambiental.
As verbas estão atualmente focadas em reparar os estragos causados pelas fortes tempestades de fevereiro, financiando obras em rios, diques e em parte do litoral português. Simultaneamente, a atual crise no Médio Oriente obrigou a canalizar recursos para apoiar os setores mais afetados pelos custos dos combustíveis tradicionais, incluindo táxis, transporte de mercadorias, ambulâncias dos bombeiros e a iniciativa da botija solidária. Embora a descarbonização continue a ser uma meta assumida, os projetos habituais do fundo ficam prejudicados enquanto esta conjuntura se mantiver, sendo improvável que surjam novos apoios à mobilidade elétrica sem que se verifique primeiro uma descida acentuada no preço dos combustíveis fósseis.












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