
O custo dos telemóveis vai manter a tendência de alta até ao próximo ano, impulsionado por uma forte escassez de memória RAM no mercado global. O alerta foi dado por Carl Pei, CEO e cofundador da Nothing, numa publicação partilhada na rede social X. Segundo o executivo, este componente passou a ser o item mais caro na produção dos dispositivos móveis, superando inclusive os custos com o processador e o ecrã.
Conforme detalhado no The Verge, o impacto financeiro já se faz sentir no bolso dos consumidores em vários mercados, com os preços a situarem-se até cerca de 90 euros (100 dólares) acima dos modelos antecessores. De acordo com o presidente da Nothing, os custos da memória para o Phone (4a) duplicaram entre a fase de conceção e o lançamento oficial, registando um novo aumento de duas vezes após a chegada ao mercado.
Impacto na produção e no hardware
Atualmente, a memória RAM chega a representar mais de 50% do valor total do hardware de um telemóvel. Na Índia, por exemplo, os dispositivos da faixa acima das 30 mil rúpias registaram acréscimos a partir de 7 mil rúpias. Carl Pei completou ainda que a próxima temporada de promoções deverá apresentar descontos menores do que as médias históricas habitualmente praticadas pelo retalho.
Outras marcas preparam aumentos
Este cenário de crise nos componentes não afeta apenas a Nothing. Analistas do setor tecnológico apontam que outras grandes fabricantes do ecossistema Android, como a Samsung e a Google, também planejam reajustes nas suas linhas de produtos devido aos mesmos motivos de mercado.












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