
A Apple desvendou a sua mais recente linha de portáteis MacBook Air e MacBook Pro. A grande novidade, no caso dos modelos Pro, é a introdução do novo hardware alimentado pelos aguardados processadores M5 Pro e M5 Max. No entanto, o que está também a captar as atenções do público é a subida acentuada dos preços em toda a nova gama.
O salto no desempenho dos novos M5
As especificações dos novos processadores impressionam logo à primeira vista. A fabricante destaca a presença de um CPU de 18 núcleos, que garante uma capacidade de processamento gráfico focada em inteligência artificial quatro vezes superior em comparação com a geração anterior. É uma clara aposta na otimização para as tarefas mais exigentes que o mercado de hoje pede.
A crise de componentes reflete-se na fatura
Mas todo este poder computacional tem um custo, e os consumidores vão certamente notar a diferença na carteira. Todos os novos MacBook Pro apresentam aumentos que variam entre cerca de 95 e 380 euros quando comparados com os modelos antecessores.
O modelo base do MacBook Pro de 14 polegadas, equipado com o chip M5 Pro, arranca agora nos 2090 euros, enquanto a versão de 16 polegadas começa nos 2565 euros. Isto representa um aumento substancial face às versões lançadas no ano passado com o M4 Pro. Para quem procura o máximo desempenho, os modelos equipados com o chip M5 Max começam nuns pesados 3420 euros para a versão de 14 polegadas e atingem os 3700 euros na variante de 16 polegadas. Estamos a falar de um agravamento de sensivelmente 380 euros face à geração anterior.
A linha MacBook Air também não escapou a estes ajustes financeiros. O modelo de 13 polegadas começa agora nos 1045 euros, e a versão de 15 polegadas sobe para os 1235 euros, registando ambos um aumento em redor dos 95 euros face aos valores base praticados no ano passado.
A principal razão apontada para estes aumentos está diretamente ligada à enorme procura por novos computadores e centros de dados destinados a suportar a evolução da inteligência artificial. Esta realidade está a causar uma escassez global de RAM, empurrando os preços destes componentes essenciais de memória para novos picos.
Os analistas de mercado já preveem que as remessas de smartphones caiam a pique este ano como resultado direto desta escassez. Naturalmente, hardware como os portáteis também está a sentir as consequências, e a atual estratégia de preços acaba por servir de indicador prático sobre a dimensão do impacto que o setor tecnológico irá sofrer ao longo do ano.












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