
A gigante tecnológica norte-americana prepara-se para reduzir novamente a sua força de trabalho de forma a equilibrar as contas para novos investimentos. Segundo as informações avançadas pelo Business Insider, a Microsoft tenciona dispensar um pouco menos de 2,5% dos seus funcionários a nível global. Embora a percentagem pareça diminuta à primeira vista, num universo de 220 mil colaboradores, a decisão traduz-se em cerca de 5500 postos de trabalho eliminados.
O impacto nas divisões de vendas e Xbox
O anúncio oficial destas rescisões está previsto para a próxima semana. Os cortes vão atingir sobretudo os departamentos de vendas, de consultoria e a divisão de videojogos Xbox. Para colmatar o impacto, a empresa tentará apresentar alternativas com propostas de realocação interna para novas funções a uma parte dos visados.
Esta decisão no departamento de gaming ganha contornos mais claros após Asha Sharma, a nova responsável pela área, ter apelado recentemente a um reinício estratégico numa carta dirigida à equipa. O corte atual junta-se também aos 650 postos de trabalho eliminados na Xbox durante o ano de 2024.
O movimento da tecnológica segue uma política de reestruturação contínua que já afeta os trabalhadores há largos meses. Em abril deste ano, cerca de um terço dos funcionários norte-americanos elegíveis aceitou um programa de rescisões amigáveis, desenhado para quem somava 70 ou mais anos combinados entre idade e tempo de serviço. Os cortes sucedem às vagas de junho e maio do ano passado, e estendem-se a outras empresas detidas pelo grupo, como o LinkedIn, que já reduziu a sua equipa em 5% no início deste ano.
A aposta bilionária na nova corrida tecnológica
Para o mercado português e europeu, onde grande parte destas multinacionais tem presença física ou parcerias alargadas, o clima de incerteza no setor continua a fazer-se sentir de forma expressiva. As empresas justificam estas contrações não por dificuldades financeiras agudas, mas pela necessidade urgente de redirecionar capital financeiro para o desenvolvimento focado na inteligência artificial.
A construção de infraestruturas físicas, a manutenção de enormes centros de dados e a aquisição massiva de chips processadores exigem fundos avultados. Para suportar esta escalada de custos operacionais e não ficar para trás na liderança tecnológica, as reestruturações internas passaram a ser a norma assumida na indústria.












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